O livro o Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell, é o marco inicial do gênero de romance não-ficcional
Encontrar bêbados, desdentados, paupérrimos, meretrizes, fazia parte do trabalho de Mitchell. Segundo a jornalista Renata Carraro “a característica de narrar suas histórias é uma aula de estilo literário e entrega jornalística”. A contemporização dos diálogos, a reconstrução das cenas, a partir dos depoimentos dos acusados e dos dados levantados pela perícia, permite que o leitor acompanhe os detalhes do caso como se estivesse presente no momento em que ocorreram.
Mitchell apresenta uma notável história e o perfil de um boêmio nova-iorquino que foi publicada também em dois estágios, um antes e outro depois da morte do protagonista. Vale lembrar que esta obra foi publicada pela primeira vez no jornal americano "The New Yorker" em diversas edições. A edição primorosa do genial William Shawn contribui de maneira substancial para transformar este livro em uma obra-prima. É importante ter em mente, ao ler o livro, que ele é, antes de qualquer coisa, uma reportagem jornalística romanceada e não um romance com viés jornalístico.
Essa experiência literária só se tornou possível pelo pioneirismo da "The New Yorker" e do seu editor William Shawn. Joseph Mitchel era um repórter jornalístico que gostava de retratar os anônimos, mostrando o quanto a vida considerada banal pode ser extraordinária. Sua série de entrevistas com o boêmio Joe Gould no início da década de 1940 resultou na publicação de um artigo na revista The New Yorker intitulado "O Professor Gaivota". Gould, que tinha apenas 53 anos, aparentava ter quase 70.
Era um homem de baixa estatura, cabeludo e barba densa. Vestia roupas doadas, andava com poucos dólares no bolso e péssima higiene pessoal. O que diferenciava dos outros boêmios é que circulava nas rodas culturais da cidade. Ganhou diversos apelidos e o mais conhecido deles - professor gaivota - devia-se a uma performance que costumava fazer em festas e eventos sociais imitando uma gaivota e falando "gaivotês". Gould afirmava poder compreender a linguagem das gaivotas e comunicar-se com elas. Apesar de parecer um vagabundo que filosofava ao léu, o boêmio trabalhava diariamente escrevendo um livro que denominava "Uma história oral de nossa época".
Segundo seus relatos, a obra era onze vezes maior que a Bíblia e contava com cerca de nove milhões de palavras. Era um registro de tudo o que Gould via e ouvia. A dedicação para escrever seu livro chamou atenção do jornalista Joseph Mitchel, que passou vários anos de sua vida convivendo com Gould, tornando-se uma espécie de ouvinte, parente e referência para aquele homem que carecia de atenção e do suprimento de suas necessidades básicas.
O livro divide-se em duas partes, sendo a primeira o texto integral da citada reportagem publicada na revista em 1942 e a segunda um depoimento mais extenso de Mitchel sobre seu longo contato com Gould. Ao ler o livro percebe-se que os dois textos são bem diferentes, traçando dois perfis de um mesmo homem. A sensibilidade de Mitchel e sua notável habilidade em descrever seus contatos com o boêmio nova-iorquino fazem com que o contato do leitor com o que poderia ser considerado corriqueiro ou mesmo trivial transforme-se em uma verdadeira obra de arte.
Uma das passagens mais emocionantes do livro trata do período em que Gould recebeu um patrocínio anônimo durante alguns anos. A benfeitora não queria revelar sua identidade e doava uma quantia mensal que garantia ao boêmio hospedagem modesta, alimentação e outros produtos básicos. Intrigado com o anonimato do patrocinador passou algum tempo desconfortável com a situação e tentou de diversas formas descobrir quem estava por trás da boa ação. Passados alguns anos, quando já havia se conformado com o mistério, sem dar nenhuma explicação, a mulher parou de enviar o patrocínio. Essa atitude deixou o boêmio amargurado e ainda mais infeliz do que quando não conseguia descobrir de onde vinha o dinheiro. Além de nunca ter sabido quem o ajudara, também ficou sem pistas sobre os motivos que levaram à suspensão do suporte financeiro.
Era um morador de rua. Um auto-proclamado boêmio. Uma dessas figuras sui generes que aparecem nos centros das grandes cidades por aí. Joe Gould tem um segredo. Um segredo espalhado pela cidade. Ele guarda manuscritos daquilo que chama a "História Oral de Joe Gould". Um livro que clama ser o maior do mundo, a história das vociferações humanas. Um apanhado do que pode ser a explicação das dores, sofrimentos e da solidão de quem hoje vive preso à rotina do concreto.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
A cada dia aumenta a procura por cursos oferecidos pela modalidade de Ensino a Distância
A Educação a Distância (EaD), em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.
Educação a distância (chamada de teleducação) é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz.
A EaD deve ser vista como possibilidade de inserção social, propagação do conhecimento individual e coletivo, e como tal pode ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É nesta direção que a Universidade vê a possibilidade de formar cidadãos conscientes de seu papel sócio político, ainda que vivam em regiões onde a oportunidade de ensino de qualidade seja remota ou que a vida contemporânea reduza a disponibilidade para investir nos estudos.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.
Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Atualmente, possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos.
Com a globalização, o crescimento do mercado, as necessidades de estar bem atualizado e com uma formação profissional é indispensável. Vem proporcionando uma ampliação no mercado do ensino à distância, o que torna-se um desafio tanto para o educador quanto para o educando. Tem como objetivo orientar e facilitar a vida de alunos, nos quais possuem o tempo escasso, proporcionando oportunidades de aprendizagem àqueles que até então, não tinham disponibilidade necessária para um curso presencial.
Veja alguns termos:
Secretaria de Educação a Distância (SEED): Secretária de Educação a Distância. O programa SEED foi criado em 1998 em resposta às necessidades enfrentadas pelos países em desenvolvimento quanto às tecnologias de informação e de comunicação, para o desafio da educação científica ao redor do mundo, e em reconhecimento aos recursos no auxílio de desafios.
Portifólio: Instrumento que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos estudantes, durante um curso ou uma disciplina.
Fórum: Reunião ou local de reunião sobre tema específico ou para debate público.
Download: Significa copiar determinado programa ou arquivo da internet para seu
computador.
E-learning: Processo de aprendizagem a distância via internet.
Hypertexto: É uma forma não linear de apresentar e consultar informações. Vincula as informações contidas em seus documentos, criando uma rede de associações complexas através de hyperlinks ou links.
On-line: Estar conectado na internet.
Tutor eletrônico: Ministrante do curso a distancia, que ajudará quando surgir uma dúvida, realizar um exercício ou desenvolver uma pesquisa.
A Educação a Distância (EaD), em sua forma empírica, é conhecida desde o século XIX. Entretanto, somente nas últimas décadas passou a fazer parte das atenções pedagógicas. Ela surgiu da necessidade do preparo profissional e cultural de milhões de pessoas que, por vários motivos, não podiam freqüentar um estabelecimento de ensino presencial, e evoluiu com as tecnologias disponíveis em cada momento histórico, as quais influenciam o ambiente educativo e a sociedade.
Educação a distância (chamada de teleducação) é a modalidade de ensino que permite que o aprendiz não esteja fisicamente presente em um ambiente formal de ensino-aprendizagem. Diz respeito também à separação temporal ou espacial entre o professor e o aprendiz.
A EaD deve ser vista como possibilidade de inserção social, propagação do conhecimento individual e coletivo, e como tal pode ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. É nesta direção que a Universidade vê a possibilidade de formar cidadãos conscientes de seu papel sócio político, ainda que vivam em regiões onde a oportunidade de ensino de qualidade seja remota ou que a vida contemporânea reduza a disponibilidade para investir nos estudos.
A interligação (conexão) entre professor e aluno se dá por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet, em especial as hipermídias, mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax, o celular, o iPod, o notebook, entre outras tecnologias semelhantes.
Na expressão ensino a distância a ênfase é dada ao papel do professor (como alguém que ensina a distância). Atualmente, possibilita a inserção do aluno como sujeito de seu processo de aprendizagem, com a vantagem de que ele também descobre formas de tornar-se sujeito ativo da pesquisa e do compartilhar de conteúdos.
Com a globalização, o crescimento do mercado, as necessidades de estar bem atualizado e com uma formação profissional é indispensável. Vem proporcionando uma ampliação no mercado do ensino à distância, o que torna-se um desafio tanto para o educador quanto para o educando. Tem como objetivo orientar e facilitar a vida de alunos, nos quais possuem o tempo escasso, proporcionando oportunidades de aprendizagem àqueles que até então, não tinham disponibilidade necessária para um curso presencial.
Veja alguns termos:
Secretaria de Educação a Distância (SEED): Secretária de Educação a Distância. O programa SEED foi criado em 1998 em resposta às necessidades enfrentadas pelos países em desenvolvimento quanto às tecnologias de informação e de comunicação, para o desafio da educação científica ao redor do mundo, e em reconhecimento aos recursos no auxílio de desafios.
Portifólio: Instrumento que compreende a compilação dos trabalhos realizados pelos estudantes, durante um curso ou uma disciplina.
Fórum: Reunião ou local de reunião sobre tema específico ou para debate público.
Download: Significa copiar determinado programa ou arquivo da internet para seu
computador.
E-learning: Processo de aprendizagem a distância via internet.
Hypertexto: É uma forma não linear de apresentar e consultar informações. Vincula as informações contidas em seus documentos, criando uma rede de associações complexas através de hyperlinks ou links.
On-line: Estar conectado na internet.
Tutor eletrônico: Ministrante do curso a distancia, que ajudará quando surgir uma dúvida, realizar um exercício ou desenvolver uma pesquisa.
sexta-feira, 5 de junho de 2009
AMIGO INSATISFEITO
A exemplo, desse homem, existem milhões de brasileiros que esperam mudanças urgenciais e efetivas
Era mais dum dia de pesquisa de campo para escrever mais um texto para meus leitores. Como sempre, saí sem pauta. Porém, esperava encontrar algo que valha a pena. E, no dia 04 de junho de 2009 fui para o Shoppin da Lapa localizado na Rua Guaicurus, esquina com a Rua Catão, 72.
O Shopping Center Lapa passou por uma completa reestruturação, despontando, em 2005, como um dos shopping centers que mais cresceram na região. O empreendimento está mais moderno, de fachada nova, com cinema de última geração, completa praça de alimentação e ambiente totalmente revitalizado. Atualmente com 105 lojas, consegue atrair mais de meio milhão de consumidores/mês da sua área de influência.
Ao percorrer as lamedas escolhi um cantinho para sentar e esperar alguém bom de prosa e com boa memória. Fiquei sentado por 5 minutos, levantei e após uma volta me dirigi para o mesmo lugar. Já havia analisado que ali seria ótimo para conversar com alguém pela tranquilhidade e sossego aparente.
Ao meu lado, porém de costas, estava um senhor e eu puxei uma conversa. Ele levantou, virou e sentou-se ao meu lado e começamos uma boa conversa que duraria mais de duas horas. Nos apresentamos e começamos a dialogar sobre política, economia, futebol, casamento, automóvel, entre outros assuntos.
O senhor Valdeci Pires estava insatisfeito com um velho amigo. A minha surpresa era que este senhor de 65 anos foi amigo íntimo do Presidente Lula. Fez parte do movimento sindicalista do ABC Paulita, na época liderado pelo atual presidente. Lembra que esteve nos momentos mais críticos e difíceis de perseguição à liderança sindical. "O lula traiu nossa confiança. Prometeu que defenderia nossa classe, mas em seus dois mandatos não fez nada, nada". Diz
Pernambucano, aposentado,cabelos grisalhos, barba feita, baixa estatura, continua apresentando seus motivos de mágoa do seu conterrâneo "para mim sempre foi motivo de orgulho, ajudei antes das eleições porque ele me parecia ser uma pessoa muito ética", disse.
Apesar do ceticismo do nosso representante no Brasil, os brasileiros tinham esperança de que as coisas iam mudar no governo dele. As promessas de campanha não foram cumpridas e os problemas, já conhecidos de todos, continuaram e agravaram em seu mandato. Por exemplo, segurança pública, corrupção, falta de políticas sociais, deficiência no sistema de saúde pública, falta de vagas e recursos financeiros no ensino público; falta de emprego a milhões de brasileiros; aposentadorias milionárias de poucos e as aposentadorias miseráveis de milhões de pessoas; alto valor das custas processuais e a morosidade dos processos em andamento no Poder Judiciário; melhoria do transporte público nas grandes cidades; falta de água tratada e esgoto em boa parte das residências; meio ambiente; população rural que busca um terra para sobreviver; sonho da casa própria; grande número de favelas; aumento da dívida pública; o risco da volta da inflação, corrupção em todas áreas do governo, etc.
O Senhor pires desabafa: "Contribui com o INSS sobre dez salários mínimos. Hoje recebo 5 salários. E o Presidente Lula é ao meu ver o grande responsável por isso. Ou seja, o que se ver é a falta de comprometimento responsável e muita maquiagem "lulista" para beneficiar em primeiro lugar sua família, seus amigos e o PT." Conclui.
Era mais dum dia de pesquisa de campo para escrever mais um texto para meus leitores. Como sempre, saí sem pauta. Porém, esperava encontrar algo que valha a pena. E, no dia 04 de junho de 2009 fui para o Shoppin da Lapa localizado na Rua Guaicurus, esquina com a Rua Catão, 72.
O Shopping Center Lapa passou por uma completa reestruturação, despontando, em 2005, como um dos shopping centers que mais cresceram na região. O empreendimento está mais moderno, de fachada nova, com cinema de última geração, completa praça de alimentação e ambiente totalmente revitalizado. Atualmente com 105 lojas, consegue atrair mais de meio milhão de consumidores/mês da sua área de influência.
Ao percorrer as lamedas escolhi um cantinho para sentar e esperar alguém bom de prosa e com boa memória. Fiquei sentado por 5 minutos, levantei e após uma volta me dirigi para o mesmo lugar. Já havia analisado que ali seria ótimo para conversar com alguém pela tranquilhidade e sossego aparente.
Ao meu lado, porém de costas, estava um senhor e eu puxei uma conversa. Ele levantou, virou e sentou-se ao meu lado e começamos uma boa conversa que duraria mais de duas horas. Nos apresentamos e começamos a dialogar sobre política, economia, futebol, casamento, automóvel, entre outros assuntos.
O senhor Valdeci Pires estava insatisfeito com um velho amigo. A minha surpresa era que este senhor de 65 anos foi amigo íntimo do Presidente Lula. Fez parte do movimento sindicalista do ABC Paulita, na época liderado pelo atual presidente. Lembra que esteve nos momentos mais críticos e difíceis de perseguição à liderança sindical. "O lula traiu nossa confiança. Prometeu que defenderia nossa classe, mas em seus dois mandatos não fez nada, nada". Diz
Pernambucano, aposentado,cabelos grisalhos, barba feita, baixa estatura, continua apresentando seus motivos de mágoa do seu conterrâneo "para mim sempre foi motivo de orgulho, ajudei antes das eleições porque ele me parecia ser uma pessoa muito ética", disse.
Apesar do ceticismo do nosso representante no Brasil, os brasileiros tinham esperança de que as coisas iam mudar no governo dele. As promessas de campanha não foram cumpridas e os problemas, já conhecidos de todos, continuaram e agravaram em seu mandato. Por exemplo, segurança pública, corrupção, falta de políticas sociais, deficiência no sistema de saúde pública, falta de vagas e recursos financeiros no ensino público; falta de emprego a milhões de brasileiros; aposentadorias milionárias de poucos e as aposentadorias miseráveis de milhões de pessoas; alto valor das custas processuais e a morosidade dos processos em andamento no Poder Judiciário; melhoria do transporte público nas grandes cidades; falta de água tratada e esgoto em boa parte das residências; meio ambiente; população rural que busca um terra para sobreviver; sonho da casa própria; grande número de favelas; aumento da dívida pública; o risco da volta da inflação, corrupção em todas áreas do governo, etc.
O Senhor pires desabafa: "Contribui com o INSS sobre dez salários mínimos. Hoje recebo 5 salários. E o Presidente Lula é ao meu ver o grande responsável por isso. Ou seja, o que se ver é a falta de comprometimento responsável e muita maquiagem "lulista" para beneficiar em primeiro lugar sua família, seus amigos e o PT." Conclui.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
CAMPEONATO DE GAMES
Cinema de São Paulo vai ter campeonato de games on-line
Equipes vão se enfrentar em 'Ragnarök' e 'Grand chase' neste sábado 30 de maio,200. A sala terá 250 vagas para o público acompanhar as disputas. As Partidas do RPG 'Ragnarök' serão transmitidas ao vivo em sala de cinema. Um cinema na cidade de São Paulo vai ser o palco de um campeonato de jogos on-line neste sábado. Equipes vão se enfrentar nos games "Ragnarök" e "Grand chase", em partidas que serão transmitidas ao vivo na tela.
A Level Up!, produtora dos jogos e organizadora do evento Game Experience, vai fornecer 250 ingressos para quem quiser assistir às disputas. Para ganhar uma entrada, você precisa comprar R$ 9,90 em créditos de jogos da produtora, disponíveis em cinco lan houses participantes. Esses créditos servem para a compra de itens nos jogos da empresa.
As oito equipes finalistas - quatro em cada jogo - foram definidas em eliminatórias no dia 23 de maio. As equipes vencedoras vão ganhar prêmios reais (fones de ouvido e placas de vídeo, entre outros) e virtuais (itens e pontos no universo dos respectivos jogos). 'Grand chase' é baseado no combate em cenários com plataformas. "Ragnarök" foi lançado no Brasil em 2004, teve mais de 3 milhões de usuários cadastrados e, atualmente, conta com 150 mil jogadores mensais, segundo a Level Up!. O jogo é baseado na evolução de personagens através da realização de missões ("quests").
Já "Grand chase" segue o estilo de combates rápidos em "arenas", inspirado por sequências de golpes ("combos") e uso de itens para aprimorar os personagens. O jogo, com vozes em português, tem cerca de 260 mil usuários mensais, segundo a produtora. Personagens de 'Grand chase' têm vozes em português.
Local: Lobby e Sala 7 do complexo Cinemark do Shopping - Metrô Santa Cruz
Data: 30 de maio de 2009
Horário: das 09h00 às 13h00
Mais informações: site oficial
Equipes vão se enfrentar em 'Ragnarök' e 'Grand chase' neste sábado 30 de maio,200. A sala terá 250 vagas para o público acompanhar as disputas. As Partidas do RPG 'Ragnarök' serão transmitidas ao vivo em sala de cinema. Um cinema na cidade de São Paulo vai ser o palco de um campeonato de jogos on-line neste sábado. Equipes vão se enfrentar nos games "Ragnarök" e "Grand chase", em partidas que serão transmitidas ao vivo na tela.
A Level Up!, produtora dos jogos e organizadora do evento Game Experience, vai fornecer 250 ingressos para quem quiser assistir às disputas. Para ganhar uma entrada, você precisa comprar R$ 9,90 em créditos de jogos da produtora, disponíveis em cinco lan houses participantes. Esses créditos servem para a compra de itens nos jogos da empresa.
As oito equipes finalistas - quatro em cada jogo - foram definidas em eliminatórias no dia 23 de maio. As equipes vencedoras vão ganhar prêmios reais (fones de ouvido e placas de vídeo, entre outros) e virtuais (itens e pontos no universo dos respectivos jogos). 'Grand chase' é baseado no combate em cenários com plataformas. "Ragnarök" foi lançado no Brasil em 2004, teve mais de 3 milhões de usuários cadastrados e, atualmente, conta com 150 mil jogadores mensais, segundo a Level Up!. O jogo é baseado na evolução de personagens através da realização de missões ("quests").
Já "Grand chase" segue o estilo de combates rápidos em "arenas", inspirado por sequências de golpes ("combos") e uso de itens para aprimorar os personagens. O jogo, com vozes em português, tem cerca de 260 mil usuários mensais, segundo a produtora. Personagens de 'Grand chase' têm vozes em português.
Local: Lobby e Sala 7 do complexo Cinemark do Shopping - Metrô Santa Cruz
Data: 30 de maio de 2009
Horário: das 09h00 às 13h00
Mais informações: site oficial
quarta-feira, 13 de maio de 2009
CADA VEZ MAIS SE OUVE E SE USA A PALAVRA TAG
Uma tag é uma palavra-chave, importante ou termo associado com uma informação. Por exemplo, uma imagem, um artigo ou um vídeo que o descreve e permite uma classificação da informação baseada em palavras-chave.
Tags são, usualmente, escolhidas informalmente e como escolha pessoal do autor ou criador do item de conteúdo - isto é, não é parte de um esquema formal de classificação. É um recurso encontrado em muitos sites de conteúdo colaborativo recentes e por essa razão, "tagging" associa-se com a onda Web 2.0.
Normalmente, um item tem uma ou mais tags associadas a ele.
São estruturas de linguagem de marcação que consistem em breves instruções, tendo uma marca de início e outra de fim. Há uma tendência nos dias atuais para se usar as tags apenas como delimitadores de estilo e/ou conteúdo, tanto em HTML quanto em XML.
Portanto, são rótulos usados para informar ao navegador como deve ser apresentado o website.E, Todas as tags têm o mesmo formato: começam com um sinal de menor "<" e acabam com um sinal de maior ">".
Genericamente falando, existem dois tipos de tags - tags de abertura: e tags de fechamento: . A diferença entre elas é que na tag de fechamento existe um barra "/".
Tudo que estiver contido entre uma tag de abertura e uma tag de fechamento será processado segundo o comando contido na tag.
Mas, como toda regra tem sua exceção, aqui no HTML a exceção é que para algumas tags a abertura e o fechamento se dá na mesma tag. Tais tags contém comandos que não necessitam de um conteúdo para serem processados, isto é, são tags de comandos isolados, por exemplo, um pulo de linha é conseguido com a tag
.
Tags são, usualmente, escolhidas informalmente e como escolha pessoal do autor ou criador do item de conteúdo - isto é, não é parte de um esquema formal de classificação. É um recurso encontrado em muitos sites de conteúdo colaborativo recentes e por essa razão, "tagging" associa-se com a onda Web 2.0.
Normalmente, um item tem uma ou mais tags associadas a ele.
São estruturas de linguagem de marcação que consistem em breves instruções, tendo uma marca de início e outra de fim. Há uma tendência nos dias atuais para se usar as tags apenas como delimitadores de estilo e/ou conteúdo, tanto em HTML quanto em XML.
Portanto, são rótulos usados para informar ao navegador como deve ser apresentado o website.E, Todas as tags têm o mesmo formato: começam com um sinal de menor "<" e acabam com um sinal de maior ">".
Genericamente falando, existem dois tipos de tags - tags de abertura:
Tudo que estiver contido entre uma tag de abertura e uma tag de fechamento será processado segundo o comando contido na tag.
Mas, como toda regra tem sua exceção, aqui no HTML a exceção é que para algumas tags a abertura e o fechamento se dá na mesma tag. Tais tags contém comandos que não necessitam de um conteúdo para serem processados, isto é, são tags de comandos isolados, por exemplo, um pulo de linha é conseguido com a tag
.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
COMO CONVERTER ARQUIVOS .ODT PARA .DOC
Exisem recursos que são criados para facilitar o trabalho de conversão de arquivos
A Microsoft a partir do Office 2007 usa o Open XML (.docx, .xclx, .pptx etc) como o formato nativo para os arquivos. Eles são incompatíveis com o OpenDocument Format (.odt, .odf, .ods etc) que em maio de 2006 foi escolhido pela Organização Internacional de Normalização (ISO) como formato padrão para documentos. Para trabalhar com arquivos do ODF é indicado usar o OpenOffice, na versão brasileira chamado de BrOffice, que além do ODF também suporta os formatos originais do MS Office (. doc,. xcl,. ppt etc). Você pode fazer o download do BrOffice aqui, o tamanho do arquivo é de 113.7 MB.
Se você já possui o Office e não deseja baixar o OpenOffice, uma possível solução é instalar o ODF converter, para o Microsoft Word é este aqui que tem suporte para o Word XP, 2003 e 2007 nos idiomas inglês, holandês, francês, alemão e polonês. A versão do Office 2000 não é suportado, mas você pode instalar um visualizador de arquivos como o TextMaker Viewer (4MB). O programa suporta os formatos .odt, .rtf, .dot, .psw, .tmd, .pwd, .tmd, .sxw entre outros. Como ele é um visualizador não é possível editar os arquivos mas você pode copiar e colar no Office.
Existe ainda a opção de usar um conversor online, como o Zamzar, Youconverterit e o Media Converter. Este sites além de converter arquivos de documentos (.doc, .odt, .pdf, .ods, .xls, .odp, .ppt), também permitem trabalhar com arquivos de som ( .mp3, .ogg, .wav, .wma) e vídeo ( .3gp, .avi, .flv, .m4v, .mov, .mp4, .mpg, .mpeg, .psp, .rm e .wmv
A Microsoft a partir do Office 2007 usa o Open XML (.docx, .xclx, .pptx etc) como o formato nativo para os arquivos. Eles são incompatíveis com o OpenDocument Format (.odt, .odf, .ods etc) que em maio de 2006 foi escolhido pela Organização Internacional de Normalização (ISO) como formato padrão para documentos. Para trabalhar com arquivos do ODF é indicado usar o OpenOffice, na versão brasileira chamado de BrOffice, que além do ODF também suporta os formatos originais do MS Office (. doc,. xcl,. ppt etc). Você pode fazer o download do BrOffice aqui, o tamanho do arquivo é de 113.7 MB.
Se você já possui o Office e não deseja baixar o OpenOffice, uma possível solução é instalar o ODF converter, para o Microsoft Word é este aqui que tem suporte para o Word XP, 2003 e 2007 nos idiomas inglês, holandês, francês, alemão e polonês. A versão do Office 2000 não é suportado, mas você pode instalar um visualizador de arquivos como o TextMaker Viewer (4MB). O programa suporta os formatos .odt, .rtf, .dot, .psw, .tmd, .pwd, .tmd, .sxw entre outros. Como ele é um visualizador não é possível editar os arquivos mas você pode copiar e colar no Office.
Existe ainda a opção de usar um conversor online, como o Zamzar, Youconverterit e o Media Converter. Este sites além de converter arquivos de documentos (.doc, .odt, .pdf, .ods, .xls, .odp, .ppt), também permitem trabalhar com arquivos de som ( .mp3, .ogg, .wav, .wma) e vídeo ( .3gp, .avi, .flv, .m4v, .mov, .mp4, .mpg, .mpeg, .psp, .rm e .wmv
terça-feira, 31 de março de 2009
ENCONTRO COM ELIANE BRUM
Era uma manhã quente, típica de verão, o calor era amenizado por dois ventiladores. Na sala estavam oito alunos, precisamente, cinco moças e três rapazes, eu estava entre esses. Todos aguardavam a professora, em particular, estava curioso, porque seria abordado um pouco do trabalho da Jornalista Eliane Brum. Sendo sincero, mesmo sendo vergonhoso para quem já fez o TCC, confesso que já tinha ouvido falar, e por sinal bons comentários, por exemplo: “Eliane Brum parece ser daquelas pessoas cujo texto carrega o seu próprio DNA”. “Tem uma história de 20 anos na profissão e mais de 40 prêmios de reportagem”. “Ganhadora de prêmios como Esso e Vladimir Herzog”. E por aí vai… Eliane é repórter especial da revista Época; e autora dos livros “O Olho da Rua”, “A vida que ninguém vê” e do esgotadíssimo “Coluna Prestes: O avesso da lenda”, além de co-diretora e co-roteirista do documentário “Uma História Severina”. Mas, faltava àquele contato, com “A” maiúsculo. Mesmo que seja por textos e vídeos.
Pelo que foi visto e lido, percebi que é uma gaúcha de boa prosa. Durante a entrevista segura tenazmente a caneta em sua mão direita e gesticula com tamanha simplicidade. Fala com voz suave e jeito doce de seu trabalho e de suas reportagens. Com sentimentos de quem vive uma vida real. Mergulha em suas entrevistas até encontrar a mais límpida água que brota da fonte a borbulhar. Cada pensamento, palavra e emoção não lhe passa despercebido e com sua capacidade áurea passa para os seus textos. No documentário “Uma história Severina” ultrapassa as imagens, o texto e a edição. É uma declaração de quem olha para a vida e os problemas das pessoas de maneira diferente. É impossível, ao assisti-lo, não se emocionar, sensibilizar e sentir as dores das Severinas de nosso Brasil.
Todos esses atributos, talvez, seja fruto de sua capacidade intelectual e emocional. Contudo, a história de sua infância contribuiu para a mulher de hoje. Filha de professores e escritores, os livros sempre fizeram parte de sua infância. Desde cedo, criou o gosto pela leitura e escrita. Aos onze anos, seu pai manda publicar suas primeiras histórias. É possível imaginar quantas manhãs, típicas de verão, trouxe-lhe inspirações para sair, por aí... Sem pauta nas mãos, a busca de novas histórias.
Pelo que foi visto e lido, percebi que é uma gaúcha de boa prosa. Durante a entrevista segura tenazmente a caneta em sua mão direita e gesticula com tamanha simplicidade. Fala com voz suave e jeito doce de seu trabalho e de suas reportagens. Com sentimentos de quem vive uma vida real. Mergulha em suas entrevistas até encontrar a mais límpida água que brota da fonte a borbulhar. Cada pensamento, palavra e emoção não lhe passa despercebido e com sua capacidade áurea passa para os seus textos. No documentário “Uma história Severina” ultrapassa as imagens, o texto e a edição. É uma declaração de quem olha para a vida e os problemas das pessoas de maneira diferente. É impossível, ao assisti-lo, não se emocionar, sensibilizar e sentir as dores das Severinas de nosso Brasil.
Todos esses atributos, talvez, seja fruto de sua capacidade intelectual e emocional. Contudo, a história de sua infância contribuiu para a mulher de hoje. Filha de professores e escritores, os livros sempre fizeram parte de sua infância. Desde cedo, criou o gosto pela leitura e escrita. Aos onze anos, seu pai manda publicar suas primeiras histórias. É possível imaginar quantas manhãs, típicas de verão, trouxe-lhe inspirações para sair, por aí... Sem pauta nas mãos, a busca de novas histórias.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
STF DECIDE MANTER REGRAS DO TSE PARA PUNIÇÃO POR TROCA DE PARTIDO
BRASÍLIA - Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiram hoje (12) pela manutenção da resolução 22610/07 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que traz diretrizes para o processo de perda de mandato por infidelidade partidária.
Por nove votos a dois o Supremo decidiu pela improcedência das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) 3999 e 4086, movidas pelo Partido Social Cristão (PSC) e pela Procuradoria Geral da República (PGR), respectivamente.
No seu voto, o relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa, ressaltou que o reconhecimento da fidelidade partidária como princípio constitucional pelo STF e a constatação da ausência de mecanismos para sua manutenção criam um quadro de exceção. Por isso, ele considera "válidas as resoluções do TSE até que o Congresso disponha sobre a matéria".
O presidente do TSE e ministro do STF, Carlos Ayres Britto, foi um dos que acompanharam o relator, ressaltando que a infidelidade partidária é um "ultraje à democracia" uma vez que é, necessariamente por meio do partido que um candidato se elege, "não sendo facultado ao eleito podar esse tempo [do mandato] a golpes de infidelidade partidária".
O ministro Marco Aurélio de Mello, ex-presidente do TSE, votou pela procedência das Adins argumentando que caberia ao STF se pronunciar no silêncio do poder legislativo. "Não tem sequer o TSE competência para expedir instruções à execução da constituição", afirmou.
Também votaram com o relator os ministros Menezes Direito, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Celso de Mello e o presidente do STF, Gilmar Mendes.
Por nove votos a dois o Supremo decidiu pela improcedência das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADINs) 3999 e 4086, movidas pelo Partido Social Cristão (PSC) e pela Procuradoria Geral da República (PGR), respectivamente.
No seu voto, o relator da matéria, ministro Joaquim Barbosa, ressaltou que o reconhecimento da fidelidade partidária como princípio constitucional pelo STF e a constatação da ausência de mecanismos para sua manutenção criam um quadro de exceção. Por isso, ele considera "válidas as resoluções do TSE até que o Congresso disponha sobre a matéria".
O presidente do TSE e ministro do STF, Carlos Ayres Britto, foi um dos que acompanharam o relator, ressaltando que a infidelidade partidária é um "ultraje à democracia" uma vez que é, necessariamente por meio do partido que um candidato se elege, "não sendo facultado ao eleito podar esse tempo [do mandato] a golpes de infidelidade partidária".
O ministro Marco Aurélio de Mello, ex-presidente do TSE, votou pela procedência das Adins argumentando que caberia ao STF se pronunciar no silêncio do poder legislativo. "Não tem sequer o TSE competência para expedir instruções à execução da constituição", afirmou.
Também votaram com o relator os ministros Menezes Direito, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Celso de Mello e o presidente do STF, Gilmar Mendes.
CAIXA LANÇA CREDIÁRIO FÁCIL PARA O VAREJO
A Caixa Econômica Federal lançou nesta quarta-feira (12), em São Paulo, o Crediário Caixa Fácil para o financiamento de bens de consumo, como eletrodomésticos, eletrônico, móveis, TV e vídeo, além de material de construção. O objetivo da instituição é incentivar a demanda por bens de consumo e expandir o volume de concessão de crédito, beneficiando, principalmente, a população de menor renda.
O produto é destinado a pessoas físicas e o valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil por tomador, com prazo de 24 meses. As taxas são prefixadas de acordo com o mercado de cada varejista. O pagamento será realizado por meio de boleto ou débito em conta corrente.
A Caixa disponibilizou recursos no valor de R$ 2 bilhões para a modalidade e somente os quatro primeiros contratos assinados no próprio evento de lançamento já receberão uma dotação inicial de R$ 100 milhões para aplicação nos primeiros 12 meses.
O produto é destinado a pessoas físicas e o valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil por tomador, com prazo de 24 meses. As taxas são prefixadas de acordo com o mercado de cada varejista. O pagamento será realizado por meio de boleto ou débito em conta corrente.
A Caixa disponibilizou recursos no valor de R$ 2 bilhões para a modalidade e somente os quatro primeiros contratos assinados no próprio evento de lançamento já receberão uma dotação inicial de R$ 100 milhões para aplicação nos primeiros 12 meses.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
VOCÊ SE LEMBRA EM QUEM VOTOU NA ELEIÇÃO PASSADA
Desde que iniciaram as campanhas políticas, você já se perguntou e conseguiu responder, sem esquecer nenhum nome, em quais candidatos votou na última eleição? Certamente a resposta será “sim”, você já se questionou. Porém, caso tenha lembrado, talvez só conseguiu responder o nome de um político.
Mas este não é um problema exclusivamente seu. A maioria do eleitorado sofre do que se pode chamar de ‘amnésia eleitoral’. Essa, aparentemente, simples perda de memória, pode refletir em quatro anos de um governo malsucedido. Mais do que isso, você pode ser o principal culpado por essa má administração.
A recepcionista Simone de Araújo diz que tomou consciência há pouco tempo, de que não se lembrava dos candidatos em que votou nas últimas eleições. “Me propus a estudar as propostas dos atuais candidatos, porém, no começo, tive dificuldade, pois antes não me interessava por política. Tive que fazer uma ‘longa caminhada’ até decidir os meus votos. Esta será a primeira eleição que votarei consciente”, disse.
A dificuldade em se interar com assuntos políticos também não é um problema exclusivo de alguns eleitores. Segundo o cientista político, José Paulo Martins Junior, professor da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), “a sociedade vive fora das decisões políticas, e essa falta de envolvimento pode ser, também, fruto do nosso passado político, marcado pela ditadura, pois todos que se engajavam sofriam torturas. Isso ainda assusta as pessoas”.
Mas o cientista também lembra momentos de glória da militância política, como os movimentos pelas ‘Diretas Já’ e os ‘Caras Pintadas’ - estes protestaram contra o governo Collor - e também faz uma relação dos possíveis culpados pela falta de interesse que parte da sociedade tem por política. “Além da complexidade do sistema eleitoral, os veículos de comunicação de massa, principalmente a TV, passaram a espetacularizar a política, que se tornou rentável a esses meios, que deixaram a sociedade mais descrente”.
No entanto, os eleitores também não escapam dessa lista. O cientista destacou a posição individualista que persegue o cidadão brasileiro, que não se envolve mais em ações coletivas, como, por exemplo, batalhar pelos interesses do bairro onde mora.
O pastor evangélico Nilton César Barbosa complementa o pensamento do cientista dizendo que “o grande ‘câncer’ da nossa geração é a falta de consciência política”
A falta de consciência política, segundo Ângela Esteves, estudante de história, também pode ser conseqüência do excesso de partidos e candidatos. “Isso pode atrapalhar a memória do eleitor. Às vezes, você vota em um candidato, acompanha sua trajetória, mas na próxima eleição ele não consegue se reeleger, porque surgiram outros, e os eleitores, esquecidos, acabam elegendo alguém que não conhecem”. A universitária também disse que esse “exagero” leva os partidos e candidatos a reforçar velhos discursos, e o eleitor fica sem critérios para votar, “logo, ele não vai se preocupar com as diferenças de cada um”.
Não se preocupar com as diferenças de cada um pode levar o eleitor a votar, por exemplo, nos candidatos indicados por amigos e parentes, como aconteceu com a assessora de imprensa Marise Vieira. “Hoje sou uma pessoa mais sensibilizada com a sociedade, então, acho que meu voto é importante, por isso, agora eu procuro um candidato que se ‘aproxime’ do que eu quero para minha cidade e para o meu país”, falou.
O professor Martins Junior não condena as pessoas que votam por indicações de outras. Ele acredita que “é válido pedir conselhos a amigos que entendem mais de política, pois estes, melhor que os programas do horário eleitoral podem apresentar o candidato e o plano de governo”.
Não se interessar em conhecer a trajetória do candidato é outro erro cometido pelo eleitor, que acaba decidindo seu voto na última hora. Alguns eleitores pensam que, nesse caso, os candidatos mais engraçados e os de idéias irrelevantes ganham vantagem. Já o professor Martins Junior diz que o famoso ‘santinho’ pode influenciar o voto. “Geralmente, os eleitores decidem mais pelo candidato à prefeitura, como é o caso dessas eleições. Ao chegar à zona eleitoral, eles decidem votar em algum candidato a vereador do mesmo partido”.
A história do candidato, segundo a opinião da maioria dos eleitores, é fundamental. Para isto, é preciso paciência e muita vontade de valorizar o voto. “O melhor caminho é pesquisar sobre a vida política dos candidatos e sua atuação na área social”, disse o pastor Nilton.
Outra alternativa, segundo o cientista político, depois de conhecer o candidato, é fazer um balanço, se perguntar sobre os benefícios que os políticos podem proporcionar ao município, ou ao Estado. “No caso de candidatos que nunca tiveram um mandato, é fundamental refletir sobre o que eles podem trazer de benefícios, e quais são as suas novidades”, explicou Martins.
Conforme recente pesquisa feita pelo Datafolha, os eleitores estão mais preocupados em conhecer os parlamentares. O estudo revelou que, na cidade de São Paulo, 62% dos entrevistados acompanham o horário eleitoral. Segundo o professor, esse número é elevado, mas tem fundamentos, pois o horário nobre acaba beneficiando os programas eleitorais. Além disso, quando se aproxima o dia das eleições, as disputas ficam mais acirradas, deixando o eleitor mais interessado. Martins também acredita que essa audiência não significa que o cidadão esteja mais consciente, “porque ele já é consciente”. Porém, considera relevante acompanhar as propostas dos candidatos.
Mas este não é um problema exclusivamente seu. A maioria do eleitorado sofre do que se pode chamar de ‘amnésia eleitoral’. Essa, aparentemente, simples perda de memória, pode refletir em quatro anos de um governo malsucedido. Mais do que isso, você pode ser o principal culpado por essa má administração.
A recepcionista Simone de Araújo diz que tomou consciência há pouco tempo, de que não se lembrava dos candidatos em que votou nas últimas eleições. “Me propus a estudar as propostas dos atuais candidatos, porém, no começo, tive dificuldade, pois antes não me interessava por política. Tive que fazer uma ‘longa caminhada’ até decidir os meus votos. Esta será a primeira eleição que votarei consciente”, disse.
A dificuldade em se interar com assuntos políticos também não é um problema exclusivo de alguns eleitores. Segundo o cientista político, José Paulo Martins Junior, professor da FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo), “a sociedade vive fora das decisões políticas, e essa falta de envolvimento pode ser, também, fruto do nosso passado político, marcado pela ditadura, pois todos que se engajavam sofriam torturas. Isso ainda assusta as pessoas”.
Mas o cientista também lembra momentos de glória da militância política, como os movimentos pelas ‘Diretas Já’ e os ‘Caras Pintadas’ - estes protestaram contra o governo Collor - e também faz uma relação dos possíveis culpados pela falta de interesse que parte da sociedade tem por política. “Além da complexidade do sistema eleitoral, os veículos de comunicação de massa, principalmente a TV, passaram a espetacularizar a política, que se tornou rentável a esses meios, que deixaram a sociedade mais descrente”.
No entanto, os eleitores também não escapam dessa lista. O cientista destacou a posição individualista que persegue o cidadão brasileiro, que não se envolve mais em ações coletivas, como, por exemplo, batalhar pelos interesses do bairro onde mora.
O pastor evangélico Nilton César Barbosa complementa o pensamento do cientista dizendo que “o grande ‘câncer’ da nossa geração é a falta de consciência política”
A falta de consciência política, segundo Ângela Esteves, estudante de história, também pode ser conseqüência do excesso de partidos e candidatos. “Isso pode atrapalhar a memória do eleitor. Às vezes, você vota em um candidato, acompanha sua trajetória, mas na próxima eleição ele não consegue se reeleger, porque surgiram outros, e os eleitores, esquecidos, acabam elegendo alguém que não conhecem”. A universitária também disse que esse “exagero” leva os partidos e candidatos a reforçar velhos discursos, e o eleitor fica sem critérios para votar, “logo, ele não vai se preocupar com as diferenças de cada um”.
Não se preocupar com as diferenças de cada um pode levar o eleitor a votar, por exemplo, nos candidatos indicados por amigos e parentes, como aconteceu com a assessora de imprensa Marise Vieira. “Hoje sou uma pessoa mais sensibilizada com a sociedade, então, acho que meu voto é importante, por isso, agora eu procuro um candidato que se ‘aproxime’ do que eu quero para minha cidade e para o meu país”, falou.
O professor Martins Junior não condena as pessoas que votam por indicações de outras. Ele acredita que “é válido pedir conselhos a amigos que entendem mais de política, pois estes, melhor que os programas do horário eleitoral podem apresentar o candidato e o plano de governo”.
Não se interessar em conhecer a trajetória do candidato é outro erro cometido pelo eleitor, que acaba decidindo seu voto na última hora. Alguns eleitores pensam que, nesse caso, os candidatos mais engraçados e os de idéias irrelevantes ganham vantagem. Já o professor Martins Junior diz que o famoso ‘santinho’ pode influenciar o voto. “Geralmente, os eleitores decidem mais pelo candidato à prefeitura, como é o caso dessas eleições. Ao chegar à zona eleitoral, eles decidem votar em algum candidato a vereador do mesmo partido”.
A história do candidato, segundo a opinião da maioria dos eleitores, é fundamental. Para isto, é preciso paciência e muita vontade de valorizar o voto. “O melhor caminho é pesquisar sobre a vida política dos candidatos e sua atuação na área social”, disse o pastor Nilton.
Outra alternativa, segundo o cientista político, depois de conhecer o candidato, é fazer um balanço, se perguntar sobre os benefícios que os políticos podem proporcionar ao município, ou ao Estado. “No caso de candidatos que nunca tiveram um mandato, é fundamental refletir sobre o que eles podem trazer de benefícios, e quais são as suas novidades”, explicou Martins.
Conforme recente pesquisa feita pelo Datafolha, os eleitores estão mais preocupados em conhecer os parlamentares. O estudo revelou que, na cidade de São Paulo, 62% dos entrevistados acompanham o horário eleitoral. Segundo o professor, esse número é elevado, mas tem fundamentos, pois o horário nobre acaba beneficiando os programas eleitorais. Além disso, quando se aproxima o dia das eleições, as disputas ficam mais acirradas, deixando o eleitor mais interessado. Martins também acredita que essa audiência não significa que o cidadão esteja mais consciente, “porque ele já é consciente”. Porém, considera relevante acompanhar as propostas dos candidatos.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
INTERNET: REVOLUÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO
O mundo passa por um enorme avanço tecnológico desde a década passada. É evidente a evolução dos meios de comunicação, bem como as novas propostas de interação cultural que começam a se estabelecer entre os indivíduos.
A internet é o seguimento vital dessa expansão tecnológica. Através dessa “ferramenta” é possível manter contatos com pessoas, falar em tempo real, entre outras possibilidades. Porém, até que ponto isso é saudável?
Financiamentos em muitas prestações e concorrência entre fabricantes facilitaram a inclusão de muitas pessoas no mundo digital. Esse “boom” gerou aumento em todos os âmbitos do setor. Exemplo disso é o fato do Brasil ter registrado a marca de 40 milhões de pessoas com mais de 16 anos acessando a internet, em uma pesquisa realizada em maio de 2008 pelo Ibope//NetRatings.
Outra marca interessante é o fato do brasileiro ser o cidadão que usa a internet por mais tempo, entre os internautas de outros dez países que foram pesquisados pelo Ibope.Porém, existe uma margem dessas pessoas que passam horas no computador e logo ficam “dominadas” ou muito dependentes das ferramentas existentes no micro. Fato é que toda essa tecnologia acaba fazendo parte da vida das pessoas, de maneira que essas se esquecem que existe um mundo fora da tela do computador.
A internet permite que qualquer usuário possa conhecer tudo e muitas pessoas. Em sites de relacionamento é possível interagir com vários indíviduos. Estes sites como o Orkut – que apresenta grande popularidade – é a união de pessoas que estabelecem relações, devido a interesses iguais, em comunidades específicas. Porém, existem pessoas que não possuem vínculo com o Orkut por acharem que é muito perigoso disponibilizar a vida em rede mundial.
O computador, com o tempo, passa a ser o mediador das relações entre os cidadãos. Ferramentas como o MSN Messenger, utilizado por cerca de 75% de usuários de internet residenciais ativos - que proporciona conversas em tempo real entre pessoas - podem ser muito úteis, como no caso de Bruna Cristina, 25, que conversa da cidade de São Paulo com o pai que mora no exterior, usando tal aplicativo. “Não conheço nenhum outro meio, rápido, eficiente e barato para conversar com ele”, afirma.
Os usuários admitem que dependem muito destes meios e que eles causam certo distanciamento entre as pessoas. “Muitas vezes eu uso a internet só para mandar um abraço para um amigo que não vejo há tempos”, diz Denis de Souza,. Esse universitário reforça a idéia de estudiosos da comunicação, os quais afirmam que certos meios sustentam as relações fracas (colegas), onde é possível estabelecer um pequeno vínculo que não carece de grande afetividade.
O gerente de análise do IBOPE//NetRatings, Alexandre Sanches Magalhães, comenta por meio da assessoria de imprensa, “que a relação que o usuário mais jovem tem com a internet é de paixão extrema, ao contrário das gerações que nasceram sem a web”.
Um dado que caracteriza essa dependência ocorreu a poucos dias, quando o “MSN Messenger” precisou passar por uma manutenção, deixando temporariamente o serviço fora do ar. Em outros meios foi possível ver a insatisfação de centenas de usuários. No Orkut foi possível presenciar diversas reclamações, descontentamentos e algumas frases mais exageradas, como a de um rapaz de Minas Gerais - participante de uma comunidade de futebol – que desabafou para os demais membros: “O MSN está fora do ar... Hoje minha vida acabou”. Parece brincadeira, mas como dizem: “toda brincadeira tem um fundo de verdade”.
A internet é o seguimento vital dessa expansão tecnológica. Através dessa “ferramenta” é possível manter contatos com pessoas, falar em tempo real, entre outras possibilidades. Porém, até que ponto isso é saudável?
Financiamentos em muitas prestações e concorrência entre fabricantes facilitaram a inclusão de muitas pessoas no mundo digital. Esse “boom” gerou aumento em todos os âmbitos do setor. Exemplo disso é o fato do Brasil ter registrado a marca de 40 milhões de pessoas com mais de 16 anos acessando a internet, em uma pesquisa realizada em maio de 2008 pelo Ibope//NetRatings.
Outra marca interessante é o fato do brasileiro ser o cidadão que usa a internet por mais tempo, entre os internautas de outros dez países que foram pesquisados pelo Ibope.Porém, existe uma margem dessas pessoas que passam horas no computador e logo ficam “dominadas” ou muito dependentes das ferramentas existentes no micro. Fato é que toda essa tecnologia acaba fazendo parte da vida das pessoas, de maneira que essas se esquecem que existe um mundo fora da tela do computador.
A internet permite que qualquer usuário possa conhecer tudo e muitas pessoas. Em sites de relacionamento é possível interagir com vários indíviduos. Estes sites como o Orkut – que apresenta grande popularidade – é a união de pessoas que estabelecem relações, devido a interesses iguais, em comunidades específicas. Porém, existem pessoas que não possuem vínculo com o Orkut por acharem que é muito perigoso disponibilizar a vida em rede mundial.
O computador, com o tempo, passa a ser o mediador das relações entre os cidadãos. Ferramentas como o MSN Messenger, utilizado por cerca de 75% de usuários de internet residenciais ativos - que proporciona conversas em tempo real entre pessoas - podem ser muito úteis, como no caso de Bruna Cristina, 25, que conversa da cidade de São Paulo com o pai que mora no exterior, usando tal aplicativo. “Não conheço nenhum outro meio, rápido, eficiente e barato para conversar com ele”, afirma.
Os usuários admitem que dependem muito destes meios e que eles causam certo distanciamento entre as pessoas. “Muitas vezes eu uso a internet só para mandar um abraço para um amigo que não vejo há tempos”, diz Denis de Souza,. Esse universitário reforça a idéia de estudiosos da comunicação, os quais afirmam que certos meios sustentam as relações fracas (colegas), onde é possível estabelecer um pequeno vínculo que não carece de grande afetividade.
O gerente de análise do IBOPE//NetRatings, Alexandre Sanches Magalhães, comenta por meio da assessoria de imprensa, “que a relação que o usuário mais jovem tem com a internet é de paixão extrema, ao contrário das gerações que nasceram sem a web”.
Um dado que caracteriza essa dependência ocorreu a poucos dias, quando o “MSN Messenger” precisou passar por uma manutenção, deixando temporariamente o serviço fora do ar. Em outros meios foi possível ver a insatisfação de centenas de usuários. No Orkut foi possível presenciar diversas reclamações, descontentamentos e algumas frases mais exageradas, como a de um rapaz de Minas Gerais - participante de uma comunidade de futebol – que desabafou para os demais membros: “O MSN está fora do ar... Hoje minha vida acabou”. Parece brincadeira, mas como dizem: “toda brincadeira tem um fundo de verdade”.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
TER UMA LINHA TELEFÔNICA PODE SE TORNAR UMA DOR DE CABEÇA
Nos últimos tempos, é comum ver nos diferentes meios de comunicação, como jornais e televisão, a discórdia que causou a CPI dos Grampos, onde está sendo feita uma investigação das escutas ilegais ocorridas no Congresso Brasileiro.
O caso estourou depois que uma conversa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres, foi gravada sem permissão e publicada em uma revista. Esse fato foi considerado uma falha no sistema democrático do nosso país, pois violou o direito de duas pessoas conversarem – não importando quem seja -, sem se preocupar com quem está escutando.
Mas se não existe a polícia vigiando as ligações telefônicas da maior parte da população, existe ainda a linha cruzada, a troca de números, redes ocupadas, ou até mesmo um “gato” telefônico. E você tem certeza que suas conversas não estão sendo ouvidas por ninguém?
Um estudo feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, mostrou que o setor de telefonia, tanto fixa quanto celular, é o campeão das reclamações no Procon de 19 estados. Sandra Meller, professora, foi uma das pessoas que já brigou contra uma empresa telefônica por culpa de uma fatura com valores suspeitos. “A conta vinha com o valor altíssimo e não tinha como provar que não tínhamos usado o telefone de maneira abusiva. Tinha também números de celular que não conhecíamos”, comenta. A professora, que mesmo encaminhando o caso ao Procon, ainda não conseguiu resolver a situação. “A empresa entrou em contato conosco e disse que estava tudo correto. Como poderíamos provar o contrário? Não conseguimos provar nada, mas também não pagamos a conta”, comenta.
O caso de Sandra é muito corriqueiro, e na maioria das vezes, termina sem solução. “A empresa cortou o telefone definitivamente e o nome do meu marido ficou sujo. No final, tivemos que pagar as faturas para pegar outro número de telefone”, disse a assinante de uma linha telefônica. Sandra ainda comenta que acredita que seu telefone não foi clonado, e esse episódio não passou de um erro da própria empresa telefônica. “Nos sentimos de mãos atadas, pois não tinha como provar que aquelas ligações não eram nossas. Uns verdadeiros ‘idiotas’ sendo enganados por uma empresa tão grande. Infelizmente, tivemos que nos submeter a eles para conseguir outro número, e assim acontece com muita gente”, relata.
Mas diante de uma situação como a de Sandra, a primeira pergunta que pode vir à cabeça é: mas o que acontece para uma linha de telefone dar tantos problemas?
Um ex-funcionário da Telefônica, que solicitou a não divulgação do seu nome, para saber como funciona a manutenção das linhas. Ele conta que a empresa possui acesso a todas as linhas telefônicas através de caixas controle instaladas na rua, e que “o empregado pode, através das caixas, usar todas as linhas existentes. Porém, a Telefônica possui uma linha exclusiva em cada caixa, chamada linha piloto, onde o funcionário faz as ligações que precisa sem ter que utilizar a de terceiros”, explica.
Acontece que nem todos os funcionários respeitam essa regra. “Têm aqueles que se aproveitam para usar a linha do assinante para ligações pessoais. Na maioria dos casos são para celulares ou para doações. Quando isso acontece, quem paga a ligação é sempre o assinante da linha”, conta o ex-funcionário.
“Uma vez estava no telefone com uma amiga até que deu uma linha-cruzada. A conversa parecia ser séria, pessoas marcando uma reunião, sei lá. No fim, depois de ficar gritando para ver se as outras pessoas escutavam, nem aconteceu nada”, conta Beatriz Satie, que ainda completa: “ficamos brincando com o diálogo, interpretando o que podia ser a conversa deles. O pessoal nem sabia que estávamos escutando e ainda zoando com eles”.
A linha cruzada pode ocorrer por vários motivos. “Um deles é o caso de um empregado que está fazendo a manutenção, e por descuido, inverter os pares de algumas linhas, o que com certeza vai provocar o cruzamento. Até mesmo a má instalação interna pode ocasionar esse problema”, explica o ex-funcionário. Esses casos valem para nos lembrar como a linha telefônica pode ser frágil. Desconhecidos podem escutar uma conversa, tanto de assuntos delicados, como piadas entre amigos e parentes, sem ninguém ficar sabendo. Esse fato mostra o quanto o telefone, representando suas linhas, é um aparelho sujeito a defeitos como qualquer outro.
O “gato” telefônico também pode acontecer, deixando um buraco enorme nas faturas de certas linhas, e o bolso de algumas pessoas mais vazio. Para evitar fraudes, o conselho é que todo assinante tenha o controle do seu gasto mensal. “Caso desconfie que haja problemas, é só pedir uma inspeção. Diversas vezes, é possível achar o chamado ‘gato’ telefônico, que são pessoas usando a linha de outra indevidamente”, diz o ex-funcionário.
Para Sandra Meller, essa desconfiança e aviso à companhia não foram suficientes para que a empresa acreditasse que aquele gasto não era real. “A conta era cobrada em pulsos, então como a gente ia saber quantos minutos estávamos gastando? Chegou um momento que eu, meu marido e minhas filhas usávamos o telefone marcando os minutos das ligações. Foi a solução que encontrei para mostrar que aquela conta não era normal”, diz.
O caso estourou depois que uma conversa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, com o senador Demóstenes Torres, foi gravada sem permissão e publicada em uma revista. Esse fato foi considerado uma falha no sistema democrático do nosso país, pois violou o direito de duas pessoas conversarem – não importando quem seja -, sem se preocupar com quem está escutando.
Mas se não existe a polícia vigiando as ligações telefônicas da maior parte da população, existe ainda a linha cruzada, a troca de números, redes ocupadas, ou até mesmo um “gato” telefônico. E você tem certeza que suas conversas não estão sendo ouvidas por ninguém?
Um estudo feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, mostrou que o setor de telefonia, tanto fixa quanto celular, é o campeão das reclamações no Procon de 19 estados. Sandra Meller, professora, foi uma das pessoas que já brigou contra uma empresa telefônica por culpa de uma fatura com valores suspeitos. “A conta vinha com o valor altíssimo e não tinha como provar que não tínhamos usado o telefone de maneira abusiva. Tinha também números de celular que não conhecíamos”, comenta. A professora, que mesmo encaminhando o caso ao Procon, ainda não conseguiu resolver a situação. “A empresa entrou em contato conosco e disse que estava tudo correto. Como poderíamos provar o contrário? Não conseguimos provar nada, mas também não pagamos a conta”, comenta.
O caso de Sandra é muito corriqueiro, e na maioria das vezes, termina sem solução. “A empresa cortou o telefone definitivamente e o nome do meu marido ficou sujo. No final, tivemos que pagar as faturas para pegar outro número de telefone”, disse a assinante de uma linha telefônica. Sandra ainda comenta que acredita que seu telefone não foi clonado, e esse episódio não passou de um erro da própria empresa telefônica. “Nos sentimos de mãos atadas, pois não tinha como provar que aquelas ligações não eram nossas. Uns verdadeiros ‘idiotas’ sendo enganados por uma empresa tão grande. Infelizmente, tivemos que nos submeter a eles para conseguir outro número, e assim acontece com muita gente”, relata.
Mas diante de uma situação como a de Sandra, a primeira pergunta que pode vir à cabeça é: mas o que acontece para uma linha de telefone dar tantos problemas?
Um ex-funcionário da Telefônica, que solicitou a não divulgação do seu nome, para saber como funciona a manutenção das linhas. Ele conta que a empresa possui acesso a todas as linhas telefônicas através de caixas controle instaladas na rua, e que “o empregado pode, através das caixas, usar todas as linhas existentes. Porém, a Telefônica possui uma linha exclusiva em cada caixa, chamada linha piloto, onde o funcionário faz as ligações que precisa sem ter que utilizar a de terceiros”, explica.
Acontece que nem todos os funcionários respeitam essa regra. “Têm aqueles que se aproveitam para usar a linha do assinante para ligações pessoais. Na maioria dos casos são para celulares ou para doações. Quando isso acontece, quem paga a ligação é sempre o assinante da linha”, conta o ex-funcionário.
“Uma vez estava no telefone com uma amiga até que deu uma linha-cruzada. A conversa parecia ser séria, pessoas marcando uma reunião, sei lá. No fim, depois de ficar gritando para ver se as outras pessoas escutavam, nem aconteceu nada”, conta Beatriz Satie, que ainda completa: “ficamos brincando com o diálogo, interpretando o que podia ser a conversa deles. O pessoal nem sabia que estávamos escutando e ainda zoando com eles”.
A linha cruzada pode ocorrer por vários motivos. “Um deles é o caso de um empregado que está fazendo a manutenção, e por descuido, inverter os pares de algumas linhas, o que com certeza vai provocar o cruzamento. Até mesmo a má instalação interna pode ocasionar esse problema”, explica o ex-funcionário. Esses casos valem para nos lembrar como a linha telefônica pode ser frágil. Desconhecidos podem escutar uma conversa, tanto de assuntos delicados, como piadas entre amigos e parentes, sem ninguém ficar sabendo. Esse fato mostra o quanto o telefone, representando suas linhas, é um aparelho sujeito a defeitos como qualquer outro.
O “gato” telefônico também pode acontecer, deixando um buraco enorme nas faturas de certas linhas, e o bolso de algumas pessoas mais vazio. Para evitar fraudes, o conselho é que todo assinante tenha o controle do seu gasto mensal. “Caso desconfie que haja problemas, é só pedir uma inspeção. Diversas vezes, é possível achar o chamado ‘gato’ telefônico, que são pessoas usando a linha de outra indevidamente”, diz o ex-funcionário.
Para Sandra Meller, essa desconfiança e aviso à companhia não foram suficientes para que a empresa acreditasse que aquele gasto não era real. “A conta era cobrada em pulsos, então como a gente ia saber quantos minutos estávamos gastando? Chegou um momento que eu, meu marido e minhas filhas usávamos o telefone marcando os minutos das ligações. Foi a solução que encontrei para mostrar que aquela conta não era normal”, diz.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
CANDIDATOS SÃO OBRIGADOS A RELATAR SEUS BENS
Os candidatos que disputam a Prefeitura e a Câmara dos municípios declararam no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um relatório discriminando o saldo dos recursos e os gastos eleitorais. Esse tipo de sistema foi instituído pela Resolução do TSE n° 22.715 de 2008 e criado pela Justiça Eleitoral para auxiliar na elaboração da prestação de contas das campanhas e dos comitês financeiros.
Na Zona Oeste da Grande São Paulo, os candidatos relataram qual a origem das verbas que possuem para gastar na eleição municipal, assim como o destino desse dinheiro. E é perceptível que os contemplados com uma grande quantia investem ‘pesado’ na produção de jingles, vinhetas e slogans. Já os que não foram apadrinhados pelos partidos dão preferência à publicidade em materiais impressos – os famosos santinhos.
Dentre todos os candidatos que concorrem à prefeitura, alguns se destacam pelo valioso recurso destinado à campanha eleitoral. Poucos foram agraciados pelos partidos, outros tiveram ‘ajuda’ de pessoas físicas e muitos foram obrigados a bancar a candidatura com recursos próprios. Com R$ 800 mil na conta, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), se destaca entre os demais candidatos da região Oeste da Grande São Paulo. O segundo lugar ficaria com Francisco Rossi (PMDB), R$ 440.500,00, seguido por Rubens Furlan (PMDB) de Barueri, com R$ 136.007,56. Os três receberam verbas dos partidos.
A cientista política, Maria do Socorro Braga, comenta que esses grandes valores são destinados somente pelos partidos, pois os candidatos só podem receber doações financeiras até uma certa quantia. “Pela legislação, o candidato não pode ultrapassar um certo valor de recursos recebidos de pessoas físicas. Quando isso acontece, o restante vai para o partido que decide qual a melhor forma de distribuição”.
A publicidade na TV e no rádio são muito caras. Por isso, os candidatos com verbas insuficientes para pagá-la não perdem tempo e investem na propaganda impressa. De acordo com o que foi declarado no site do TSE, dos 20 candidatos da região Oeste que relataram o que fazem com a verba – o nome de alguns (Celso Giglio (PSDB), Braz Paschoalin (PSDB), Cezar (PSDB) e Aristides (PPS)) não aparecem no site, mas o Tribunal já declarou que está com problemas para atualizar a página na Internet – oito estão investindo em propaganda impressa. Já os ‘ricos’ caminham para o lado mais expressivo – Emídio de Souza investiu R$ 200 mil na produção de jingles, vinhetas.
De onde vem o dinheiro que as legendas ‘doam’ aos candidatos? Para essa pergunta, Maria do Socorro explica que existem três possibilidades. “Os partidos recebem doações de empresários que são filiados, e também existem as festas que são promovidas. Porém, a maior quantia vem do Fundo Partidário”. O Fundo Partidário é um sistema no qual o governo federal repassa 5% dos fundos - provenientes do Orçamento da União e da arrecadação de multas eleitorais - aos partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE, e 95% às legendas na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
Na Zona Oeste da Grande São Paulo, os candidatos relataram qual a origem das verbas que possuem para gastar na eleição municipal, assim como o destino desse dinheiro. E é perceptível que os contemplados com uma grande quantia investem ‘pesado’ na produção de jingles, vinhetas e slogans. Já os que não foram apadrinhados pelos partidos dão preferência à publicidade em materiais impressos – os famosos santinhos.
Dentre todos os candidatos que concorrem à prefeitura, alguns se destacam pelo valioso recurso destinado à campanha eleitoral. Poucos foram agraciados pelos partidos, outros tiveram ‘ajuda’ de pessoas físicas e muitos foram obrigados a bancar a candidatura com recursos próprios. Com R$ 800 mil na conta, o prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), se destaca entre os demais candidatos da região Oeste da Grande São Paulo. O segundo lugar ficaria com Francisco Rossi (PMDB), R$ 440.500,00, seguido por Rubens Furlan (PMDB) de Barueri, com R$ 136.007,56. Os três receberam verbas dos partidos.
A cientista política, Maria do Socorro Braga, comenta que esses grandes valores são destinados somente pelos partidos, pois os candidatos só podem receber doações financeiras até uma certa quantia. “Pela legislação, o candidato não pode ultrapassar um certo valor de recursos recebidos de pessoas físicas. Quando isso acontece, o restante vai para o partido que decide qual a melhor forma de distribuição”.
A publicidade na TV e no rádio são muito caras. Por isso, os candidatos com verbas insuficientes para pagá-la não perdem tempo e investem na propaganda impressa. De acordo com o que foi declarado no site do TSE, dos 20 candidatos da região Oeste que relataram o que fazem com a verba – o nome de alguns (Celso Giglio (PSDB), Braz Paschoalin (PSDB), Cezar (PSDB) e Aristides (PPS)) não aparecem no site, mas o Tribunal já declarou que está com problemas para atualizar a página na Internet – oito estão investindo em propaganda impressa. Já os ‘ricos’ caminham para o lado mais expressivo – Emídio de Souza investiu R$ 200 mil na produção de jingles, vinhetas.
De onde vem o dinheiro que as legendas ‘doam’ aos candidatos? Para essa pergunta, Maria do Socorro explica que existem três possibilidades. “Os partidos recebem doações de empresários que são filiados, e também existem as festas que são promovidas. Porém, a maior quantia vem do Fundo Partidário”. O Fundo Partidário é um sistema no qual o governo federal repassa 5% dos fundos - provenientes do Orçamento da União e da arrecadação de multas eleitorais - aos partidos que tenham seus estatutos registrados no TSE, e 95% às legendas na proporção dos votos obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
A MÚSICA EMBALA OS USUÁRIOS DO TRANSPORTE PÚBLICO
Há alguns anos, o Brasil vem acompanhando os avanços tecnológicos – o que têm propiciado a evolução em todos os ramos das comunicações, e não separadamente, o aumento desenfreado do consumo dos produtos oriundos desse processo.
Desde os mais baratos modelos de Mp3 e seus seguimentos, até os menos acessíveis como o I-Phone, entre outros, são consumidos pela maioria dos brasileiros. E não é à toa, que o número de pessoas que possuem o aparelho portátil capaz de reproduzir músicas é exorbitante.
Com o advento da internet é possível ter acesso a todas as músicas produzidas por artistas nacionais e internacionais, bastando para isso, alguém disponibilizá-las na rede. Depois, é só fazer a transferência – gratuita – para o aparelho, através do computador.
Esse fenômeno pode ser observado no transporte público - trêm, metrô e ônibus - meio que abriga grande concentração da população urbana, que dentre a vida corrida e alucinada do dia-a-dia, relaxa enquanto está a caminho do campo de batalha.
Antigamente, as pessoas quando usavam o transporte público, seja para trabalhar, estudar ou para qualquer outro fim, escolhiam um livro para se distrair na viagem, ou então optavam pelos já ultrapassados “cd players” e “walk-mans” com aquelas fitas que demoravam a retroceder, quando você queria ouvir uma certa música novamente.
Mas hoje, a coisa mudou. São inúmeros os tipos de aparelhos possíveis para substituir esses itens. Entre eles, os mais famosos são o Mp3 e o próprio celular que, após tantas mudanças, tem o mesmo dispositivo capaz de armazenar centenas de músicas.
Fato é que todo esse processo perturba a indústria fonográfica, que perde com a venda de CD’s. E não é por menos, pois basta parar e olhar para os lados, e ver o número de pessoas com fones nos ouvidos. Parece até que o trem virou um grande baú de canções, onde é possível encontrar os mais variados estilos musicais. E é só ir se aprofundando, que a ramificação torna-se cada vez maior.
O trem abriga pessoas com estilo diferente de sons, mas há também a diversificação dentro do próprio estilo. Assim como acontece com Raquel Muniz e Kelly Silva, que confessam não conseguirem sair de casa sem o Mp3. Ambas dizem gostar de Samba e Pagode - aliás, pelo mesmo motivo: o de animar a manhã, mas preferem grupos e artistas diferentes. “É muito louco isso, eu direto me pego olhando para o lado, tentando adivinhar se eu gostaria do que aquela pessoa está ouvindo”, diz Raquel.
Dentre os estilos mais populares, apurados sobre as linhas ferroviárias, encontram-se, em geral, o Rock, Samba, Pagode, MPB e Black, e em menor escala, Funk e Gospel. Porém, há distinções entre esses gêneros, e, portanto, entre os gostos de quem ouve também. Em uma estação na Zona Oeste de São Paulo foi possível avaliar isso de forma clara. Três pessoas diferentes ouviam o Rock - que parece ter perdido completamente o significado e hoje em dia, há “extensões” de seu estilo contrapondo opiniões e idéias, causando conflitos e a busca pelo espaço na cena musical – mas com aspirações completamente distintas.
A música preferida de Xavier Ferreira, por exemplo, é enquadrada no gênero. Porém, dá ênfase aos sentimentos e emoções da pessoa, completamente diferente das canções ouvidas por Antônio Policarpo, que têm uma sonoridade mais agressiva e pesada.
Já Lucas Santana, de 21 anos, estudante de comunicação, que através de suas vestimentas deixa claro que é do movimento punk, abomina esses estilos musicais e, enquanto ria, ironizava: “Isso aqui que eu estou ouvindo que é música de homem”.
Talvez Ana Regina, 36 anos, vendedora de cosméticos, faça parte de um grupo de pessoas que ouvem um gênero e nunca se contradiz. Ela ouve músicas gospel durante a viagem de trem, de Itapevi, onde mora, até a Estação Berrini, região aonde trabalha. “Toda hora é hora de ouvir Jesus”, diz a moça.
Porém, toda essa facilidade de obter os aparelhos e as músicas – o que possibilita às pessoas curtirem cada vez mais seu som, cada um a sua maneira - facilita o surgimento de impertinentes, que parecem querer mostrar a todos sua música preferida, mesmo que absolutamente ninguém queira saber.
Esse é o caso dos cidadãos - que assim como todos têm o direito de ouvi-lo desde que com “parcimônia” - que desconectam os fones do aparelho e deixam o vagão inteiro poluído sonoramente pelas escolhas musicais, que nem sempre agradam a todos.
De fato, essa é uma atitude muito inconveniente e, infelizmente, muito comum nas linhas de trem. Algumas pessoas que fazem isso não respeitam o próximo ou querem que os outros ouçam suas músicas preferidas, ou então simplesmente querem aparecer de alguma maneira.
Entretanto, o ato de ouvir a canção sem os fones é justificado, como é o caso de Edimilson Dias dos Santos, encarregado de produção de uma revendedora de artigos infantis na Zona Oeste de São Paulo. Ele não possui qualquer tipo de aparelho portátil para ouvir músicas, e como mora no Grajaú (extremo Sul) e necessita utilizar a Linha 9 do trem para trabalhar, acaba “sofrendo” com a música disponibilizada pela própria CPTM nos vagões da Linha.
“Tem gente como eu que não tem o Mp3. E para não sofrer com aquela ‘musiquinha’ que toca no trem, eu sempre peço para algum amigo que tenha esse aparelho ou celular, tirar o fone para gente poder ouvir qualquer canção, menos aquela lá”, comenta Edimilson. E casos como esse, pelo menos na Linha 9, são freqüentes, sempre justificados pela música clássica, tocada nas caixas de som dos vagões.
Existem, ainda, aqueles que ouvem sem fones por que os mesmos estão quebrados, ou esqueceram, ou estão com algum machucado no ouvido, entre outras justificativas. Mas é fato que essas pessoas parecem não conseguir viver sem os fluídos e os batidos causados pela música. E ainda há outros casos, de cidadãos que não conseguem desgrudar-se da canção – pessoas que lêem enquanto estão com o fone nos ouvidos. É só reparar, mas antes, tire os fones.
Desde os mais baratos modelos de Mp3 e seus seguimentos, até os menos acessíveis como o I-Phone, entre outros, são consumidos pela maioria dos brasileiros. E não é à toa, que o número de pessoas que possuem o aparelho portátil capaz de reproduzir músicas é exorbitante.
Com o advento da internet é possível ter acesso a todas as músicas produzidas por artistas nacionais e internacionais, bastando para isso, alguém disponibilizá-las na rede. Depois, é só fazer a transferência – gratuita – para o aparelho, através do computador.
Esse fenômeno pode ser observado no transporte público - trêm, metrô e ônibus - meio que abriga grande concentração da população urbana, que dentre a vida corrida e alucinada do dia-a-dia, relaxa enquanto está a caminho do campo de batalha.
Antigamente, as pessoas quando usavam o transporte público, seja para trabalhar, estudar ou para qualquer outro fim, escolhiam um livro para se distrair na viagem, ou então optavam pelos já ultrapassados “cd players” e “walk-mans” com aquelas fitas que demoravam a retroceder, quando você queria ouvir uma certa música novamente.
Mas hoje, a coisa mudou. São inúmeros os tipos de aparelhos possíveis para substituir esses itens. Entre eles, os mais famosos são o Mp3 e o próprio celular que, após tantas mudanças, tem o mesmo dispositivo capaz de armazenar centenas de músicas.
Fato é que todo esse processo perturba a indústria fonográfica, que perde com a venda de CD’s. E não é por menos, pois basta parar e olhar para os lados, e ver o número de pessoas com fones nos ouvidos. Parece até que o trem virou um grande baú de canções, onde é possível encontrar os mais variados estilos musicais. E é só ir se aprofundando, que a ramificação torna-se cada vez maior.
O trem abriga pessoas com estilo diferente de sons, mas há também a diversificação dentro do próprio estilo. Assim como acontece com Raquel Muniz e Kelly Silva, que confessam não conseguirem sair de casa sem o Mp3. Ambas dizem gostar de Samba e Pagode - aliás, pelo mesmo motivo: o de animar a manhã, mas preferem grupos e artistas diferentes. “É muito louco isso, eu direto me pego olhando para o lado, tentando adivinhar se eu gostaria do que aquela pessoa está ouvindo”, diz Raquel.
Dentre os estilos mais populares, apurados sobre as linhas ferroviárias, encontram-se, em geral, o Rock, Samba, Pagode, MPB e Black, e em menor escala, Funk e Gospel. Porém, há distinções entre esses gêneros, e, portanto, entre os gostos de quem ouve também. Em uma estação na Zona Oeste de São Paulo foi possível avaliar isso de forma clara. Três pessoas diferentes ouviam o Rock - que parece ter perdido completamente o significado e hoje em dia, há “extensões” de seu estilo contrapondo opiniões e idéias, causando conflitos e a busca pelo espaço na cena musical – mas com aspirações completamente distintas.
A música preferida de Xavier Ferreira, por exemplo, é enquadrada no gênero. Porém, dá ênfase aos sentimentos e emoções da pessoa, completamente diferente das canções ouvidas por Antônio Policarpo, que têm uma sonoridade mais agressiva e pesada.
Já Lucas Santana, de 21 anos, estudante de comunicação, que através de suas vestimentas deixa claro que é do movimento punk, abomina esses estilos musicais e, enquanto ria, ironizava: “Isso aqui que eu estou ouvindo que é música de homem”.
Talvez Ana Regina, 36 anos, vendedora de cosméticos, faça parte de um grupo de pessoas que ouvem um gênero e nunca se contradiz. Ela ouve músicas gospel durante a viagem de trem, de Itapevi, onde mora, até a Estação Berrini, região aonde trabalha. “Toda hora é hora de ouvir Jesus”, diz a moça.
Porém, toda essa facilidade de obter os aparelhos e as músicas – o que possibilita às pessoas curtirem cada vez mais seu som, cada um a sua maneira - facilita o surgimento de impertinentes, que parecem querer mostrar a todos sua música preferida, mesmo que absolutamente ninguém queira saber.
Esse é o caso dos cidadãos - que assim como todos têm o direito de ouvi-lo desde que com “parcimônia” - que desconectam os fones do aparelho e deixam o vagão inteiro poluído sonoramente pelas escolhas musicais, que nem sempre agradam a todos.
De fato, essa é uma atitude muito inconveniente e, infelizmente, muito comum nas linhas de trem. Algumas pessoas que fazem isso não respeitam o próximo ou querem que os outros ouçam suas músicas preferidas, ou então simplesmente querem aparecer de alguma maneira.
Entretanto, o ato de ouvir a canção sem os fones é justificado, como é o caso de Edimilson Dias dos Santos, encarregado de produção de uma revendedora de artigos infantis na Zona Oeste de São Paulo. Ele não possui qualquer tipo de aparelho portátil para ouvir músicas, e como mora no Grajaú (extremo Sul) e necessita utilizar a Linha 9 do trem para trabalhar, acaba “sofrendo” com a música disponibilizada pela própria CPTM nos vagões da Linha.
“Tem gente como eu que não tem o Mp3. E para não sofrer com aquela ‘musiquinha’ que toca no trem, eu sempre peço para algum amigo que tenha esse aparelho ou celular, tirar o fone para gente poder ouvir qualquer canção, menos aquela lá”, comenta Edimilson. E casos como esse, pelo menos na Linha 9, são freqüentes, sempre justificados pela música clássica, tocada nas caixas de som dos vagões.
Existem, ainda, aqueles que ouvem sem fones por que os mesmos estão quebrados, ou esqueceram, ou estão com algum machucado no ouvido, entre outras justificativas. Mas é fato que essas pessoas parecem não conseguir viver sem os fluídos e os batidos causados pela música. E ainda há outros casos, de cidadãos que não conseguem desgrudar-se da canção – pessoas que lêem enquanto estão com o fone nos ouvidos. É só reparar, mas antes, tire os fones.
terça-feira, 19 de agosto de 2008
CRESCIMENTO ECONÔMICO DA CIDADE DE SÃO PAULO
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), declarou, na semana passada, que o Brasil é um país de menos pobres. As informações estima que três milhões de brasileiros saíram da situação de pobreza entre 2002 e o primeiro semestre de 2008.
Um dos reflexos dessa melhora econômica pode ser constatada no trânsito da cidade de São Paulo, que está ocupando a 6ª posição na lista das cidades em relação ao trânsito. Segundo A pesquisa realizada pelo Datafolha em 2007, está cada vez mais complicado se locomover de um ponto ao outro.
As pessoas estão comprando mais automóveis, até mesmo pela facilidade que os logistas oferecem aos clientes, além da facilidade do pagamento das parcelas. Pode-se dizer que existe uma confiança dos empregados em se manter nos empregos, pelo menos até a última prestação. Outra constatação refere-se a moradia, muitos estão saindo do aluguel para tão sonhada residência definitiva.
A vida em São Paulo é agitada, as pessoas correm de um lado para outro atrás de seus objetivos. E a cada dia fica mais complicado viver por aqui. às vezes sentimos inveja daqueles que voltam para seus estados de origem. Estes depois de muito tentarem e sofrerem acabam as forças para continuarem e terminam voltando...
Não se pode esquecer de mencionar que, apesar do crescimento econômico, muitos ainda moram na pobreza. Existem bairros que não possuem infra-estrutura, saúde, transportes, o índice de violência é altíssimo, ou seja, as pessoas vivem abandonadas pelo poder público. O Estado é tão ausente na vida desses "miseráveis"(porque vivem na miséria) que muitos jovens acabam na criminalidade, drogas e prostituição.
Os usuários que usavam o metrô, trêm ou o Ônibus estão trocando pelo automóvel. "Ningém consegue mais andar no transporte público. Quando se desce no ponto, parece que estava numa lata de sardinha e quando não somos roubados. Estou trabalhando para compar meu carro". Declara Wellingon Perreira Soares.
Esse também é o caso de Alessandro Negrine, estudante e estagiário de Direito. Moro em Santo amaro (Zona Sul) e faço estágio em Francisco Morato (Zona Oeste). Ele diz que não existe uma ligação entre estas duas zonas. Aliás, a Zona Oeste está abandonada. O metrô parou na Estação Barra Funda, o governo não olha para as pessoas que moram ali. É um descaso com os moradores", afirma.
Por tanto, existe trechos que a malha ferroviária atende bem os usuários é o caso do dentista Pedro Santiago Barbosa que faz o trajeto de trem, do bairro Jaguaré até o Morumbi, onde trabalha. “Além do percurso rápido, o tempo de espera é bem reduzido”, analisa.
A grande vantagem para a cidade de São Paulo seria que pelo menos a maioria de seus habitantes optassem pelo transporte público. Além de economizar tempo, os usuários economizariam seus rendimentos. Consequentemente diminuiria a poluíção, o stress e muitos problemas seriam evitados.
Uma das medidas adotadas por alguns usuários para amenizar a viagem é ler livros. Porém, ultimamente ganharam concorrentes: os aparelhos de MP3, celulares e até DVD Player. "Quando cheguei em São Paulo na década de 80, fazer uma viagem de trem era só mesmo por necessidade. Além de sucateado, o transporte oferecia uma rotina de riscos aos seus usuários", como afirma o jornalista Roberto de Souza.
As melhorias nos trens começaram a acontecer em 1995, três anos depois da criação da CPTM. A partir desse ano, o governo paulista investiu US$ 1,5 bilhão para mudar a realidade do transporte público, que conquistou a “simpatia” da população.
“O trem falta muito para igualar ao metrô. É bem verdade que as viagens ficaram mais rápidas e aumentaram o número de trens. Mas, ainda é muito pouco para a quantidade de usuários", declara Maria das Dores.
Segundo dados da CPTM, a frota atual conta com 110 trens em operação. A companhia também informou que nas linhas 8, 9 e 10, 717 mil pessoas circulam por dia.
Os paulistanos estão podendo viajar, estudar, alimentar, divertir um pouco melhor. Porém, está longe do esperado. Este ano por ter eleição é o momento apropriado de cobrar melhorias para uma das maiores cidades do mundo. Parece que alguns estão tendo uma mesa mais farta, é o que diz a pesquisa. Contudo, outros tantos estão comendo as migalhas.
Um dos reflexos dessa melhora econômica pode ser constatada no trânsito da cidade de São Paulo, que está ocupando a 6ª posição na lista das cidades em relação ao trânsito. Segundo A pesquisa realizada pelo Datafolha em 2007, está cada vez mais complicado se locomover de um ponto ao outro.
As pessoas estão comprando mais automóveis, até mesmo pela facilidade que os logistas oferecem aos clientes, além da facilidade do pagamento das parcelas. Pode-se dizer que existe uma confiança dos empregados em se manter nos empregos, pelo menos até a última prestação. Outra constatação refere-se a moradia, muitos estão saindo do aluguel para tão sonhada residência definitiva.
A vida em São Paulo é agitada, as pessoas correm de um lado para outro atrás de seus objetivos. E a cada dia fica mais complicado viver por aqui. às vezes sentimos inveja daqueles que voltam para seus estados de origem. Estes depois de muito tentarem e sofrerem acabam as forças para continuarem e terminam voltando...
Não se pode esquecer de mencionar que, apesar do crescimento econômico, muitos ainda moram na pobreza. Existem bairros que não possuem infra-estrutura, saúde, transportes, o índice de violência é altíssimo, ou seja, as pessoas vivem abandonadas pelo poder público. O Estado é tão ausente na vida desses "miseráveis"(porque vivem na miséria) que muitos jovens acabam na criminalidade, drogas e prostituição.
Os usuários que usavam o metrô, trêm ou o Ônibus estão trocando pelo automóvel. "Ningém consegue mais andar no transporte público. Quando se desce no ponto, parece que estava numa lata de sardinha e quando não somos roubados. Estou trabalhando para compar meu carro". Declara Wellingon Perreira Soares.
Esse também é o caso de Alessandro Negrine, estudante e estagiário de Direito. Moro em Santo amaro (Zona Sul) e faço estágio em Francisco Morato (Zona Oeste). Ele diz que não existe uma ligação entre estas duas zonas. Aliás, a Zona Oeste está abandonada. O metrô parou na Estação Barra Funda, o governo não olha para as pessoas que moram ali. É um descaso com os moradores", afirma.
Por tanto, existe trechos que a malha ferroviária atende bem os usuários é o caso do dentista Pedro Santiago Barbosa que faz o trajeto de trem, do bairro Jaguaré até o Morumbi, onde trabalha. “Além do percurso rápido, o tempo de espera é bem reduzido”, analisa.
A grande vantagem para a cidade de São Paulo seria que pelo menos a maioria de seus habitantes optassem pelo transporte público. Além de economizar tempo, os usuários economizariam seus rendimentos. Consequentemente diminuiria a poluíção, o stress e muitos problemas seriam evitados.
Uma das medidas adotadas por alguns usuários para amenizar a viagem é ler livros. Porém, ultimamente ganharam concorrentes: os aparelhos de MP3, celulares e até DVD Player. "Quando cheguei em São Paulo na década de 80, fazer uma viagem de trem era só mesmo por necessidade. Além de sucateado, o transporte oferecia uma rotina de riscos aos seus usuários", como afirma o jornalista Roberto de Souza.
As melhorias nos trens começaram a acontecer em 1995, três anos depois da criação da CPTM. A partir desse ano, o governo paulista investiu US$ 1,5 bilhão para mudar a realidade do transporte público, que conquistou a “simpatia” da população.
“O trem falta muito para igualar ao metrô. É bem verdade que as viagens ficaram mais rápidas e aumentaram o número de trens. Mas, ainda é muito pouco para a quantidade de usuários", declara Maria das Dores.
Segundo dados da CPTM, a frota atual conta com 110 trens em operação. A companhia também informou que nas linhas 8, 9 e 10, 717 mil pessoas circulam por dia.
Os paulistanos estão podendo viajar, estudar, alimentar, divertir um pouco melhor. Porém, está longe do esperado. Este ano por ter eleição é o momento apropriado de cobrar melhorias para uma das maiores cidades do mundo. Parece que alguns estão tendo uma mesa mais farta, é o que diz a pesquisa. Contudo, outros tantos estão comendo as migalhas.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
SEGUNDO DOMINGO DE AGOSTO, COMEMORA-SE O DIA DOS PAIS
Essa data é tão importante quanto todos os dias
Há primeira versão para se comemorar o dia dos pais remota-se a Babilônia há mais de 4 mil. A segunda pertence a uma jovem norte americana, e no Brasil foi criada por um publicitário.
Entre tantas datas comemorativas, no mês de agosto aparece o dia dos Pais. Atualmente, está sendo bastante comemorado e os pais agradecem. Tempos atrás, era muito difícil os filhos lembrarem dessa data semelhante ao dias das mães, por exemplo. É claro que o comércio tem contribuído nesse sentido; o markentig e a publicidade tem dedicado atenção especial, além da estratégia de vendas, propagandas específicas e muitas promoções.
"Pai é companheirismo, segurança, estímulos positivos e apoio em todas as horas. É isso que os filhos buscam nos pais", comenta Tereza Raquel.
No entanto, é bem verdade que existem vários tipos de pais, não vamos aqui classificá-los, até porque essa matéria visa ressaltar a importância desses heróis que fazem, ou fizeram parte de nossas vidas. O que importa é olhar positivamente e compreender que todos erram, mesmo sabendo que alguns estão muito distante daquilo que se espera de um pai.
Esse é para mim um dia especial. Se me perguntarem por quê? Vou responder que é a primeira data que comemoro na função de pai. Em 25 de julho nasceu o Matheus! Depois de nove meses, pude vir a carinha dele. É uma sensação inexplicável! Minha experiência foi fantástica, porque participei de todo pré-natal e fiquei na sala de parto conversando com minha esposa, tirando fotos e vivenciando o momento mais sagrado da natureza: o nascimento de uma criança. E, quando o bebê é nosso tudo fica mais lindo e maravilhoso. Por outro lado, gera as preocupações e a responsabilidade de cuidar dessa nova vida. A minha expectativa é promover um futuro confortável e responsável para ele.
"O Dia dos Pais é apenas uma convenção social, pois o certo é homenageá-lo todos os dias de nossas vidas, colocando em prática os valores morais, educação e tudo que nos foi ensinado, provando que o seu esforço não foi em vão. O filho ou a filha deve homenagear o pai diariamente, levando uma vida que faça com que seu pai sinta-se orgulhoso de ser seu pai”, comentou Hélio Ferreira Matos, pai do pequeno Daniel, de oito meses.
A mesma opinião é defendida por Ricardo Reis, pai de três filhos. “O Dia dos Pais para mim é uma data como qualquer outra, pois fui ensinado e ensino que não devemos nos lembrar do valor de um pai somente neste dia”.
Ser pai não é uma missão fácil, pelo menos para aqueles que cumprem à risca esse “desafio”. Mas os que conseguem, relatam que é uma obrigação gratificante, apesar dos momentos difíceis. “Eu tive cinco filhos e criei todos com muita dificuldade. Não tinha dinheiro para oferecer tudo o que eles mereciam, mas me esforcei para dar educação a todos e também cursos para que se profissionalizassem. Hoje estão todos encaminhados na vida, graças a Deus”, comentou Sebastião de Souza, 75 anos.
“O nascimento do meu filho me marcou e muito, pois assisti e fotografei a hora exata de sua chegada ao mundo. Mas com o conseqüente crescimento, a cada dia ele aprende novas coisas, e isso vai marcando, tornando-se momentos que sempre lembrarei no decorrer da vida, como por exemplo, quando ele começou a sentar, depois a engatinhar, a primeira papinha e o primeiro dentinho”, apontou Ferreira Matos.
Percebe-se o carinho que os pais falam de seus filhos, e é possível entender porque são muitas noites mal dormidas, paciência para ensinar a ler e escrever, ou até mesmo andar de bicicleta, abdicação dos sonhos para tornar o do filho uma realidade e vários esforços para ver o sorriso no rosto da criança são alguns, dos milhares de motivos, pelos quais os papais merecem todo o amor e respeito dos seus descendentes.
Há primeira versão para se comemorar o dia dos pais remota-se a Babilônia há mais de 4 mil. A segunda pertence a uma jovem norte americana, e no Brasil foi criada por um publicitário.
Entre tantas datas comemorativas, no mês de agosto aparece o dia dos Pais. Atualmente, está sendo bastante comemorado e os pais agradecem. Tempos atrás, era muito difícil os filhos lembrarem dessa data semelhante ao dias das mães, por exemplo. É claro que o comércio tem contribuído nesse sentido; o markentig e a publicidade tem dedicado atenção especial, além da estratégia de vendas, propagandas específicas e muitas promoções.
"Pai é companheirismo, segurança, estímulos positivos e apoio em todas as horas. É isso que os filhos buscam nos pais", comenta Tereza Raquel.
No entanto, é bem verdade que existem vários tipos de pais, não vamos aqui classificá-los, até porque essa matéria visa ressaltar a importância desses heróis que fazem, ou fizeram parte de nossas vidas. O que importa é olhar positivamente e compreender que todos erram, mesmo sabendo que alguns estão muito distante daquilo que se espera de um pai.
Esse é para mim um dia especial. Se me perguntarem por quê? Vou responder que é a primeira data que comemoro na função de pai. Em 25 de julho nasceu o Matheus! Depois de nove meses, pude vir a carinha dele. É uma sensação inexplicável! Minha experiência foi fantástica, porque participei de todo pré-natal e fiquei na sala de parto conversando com minha esposa, tirando fotos e vivenciando o momento mais sagrado da natureza: o nascimento de uma criança. E, quando o bebê é nosso tudo fica mais lindo e maravilhoso. Por outro lado, gera as preocupações e a responsabilidade de cuidar dessa nova vida. A minha expectativa é promover um futuro confortável e responsável para ele.
"O Dia dos Pais é apenas uma convenção social, pois o certo é homenageá-lo todos os dias de nossas vidas, colocando em prática os valores morais, educação e tudo que nos foi ensinado, provando que o seu esforço não foi em vão. O filho ou a filha deve homenagear o pai diariamente, levando uma vida que faça com que seu pai sinta-se orgulhoso de ser seu pai”, comentou Hélio Ferreira Matos, pai do pequeno Daniel, de oito meses.
A mesma opinião é defendida por Ricardo Reis, pai de três filhos. “O Dia dos Pais para mim é uma data como qualquer outra, pois fui ensinado e ensino que não devemos nos lembrar do valor de um pai somente neste dia”.
Ser pai não é uma missão fácil, pelo menos para aqueles que cumprem à risca esse “desafio”. Mas os que conseguem, relatam que é uma obrigação gratificante, apesar dos momentos difíceis. “Eu tive cinco filhos e criei todos com muita dificuldade. Não tinha dinheiro para oferecer tudo o que eles mereciam, mas me esforcei para dar educação a todos e também cursos para que se profissionalizassem. Hoje estão todos encaminhados na vida, graças a Deus”, comentou Sebastião de Souza, 75 anos.
“O nascimento do meu filho me marcou e muito, pois assisti e fotografei a hora exata de sua chegada ao mundo. Mas com o conseqüente crescimento, a cada dia ele aprende novas coisas, e isso vai marcando, tornando-se momentos que sempre lembrarei no decorrer da vida, como por exemplo, quando ele começou a sentar, depois a engatinhar, a primeira papinha e o primeiro dentinho”, apontou Ferreira Matos.
Percebe-se o carinho que os pais falam de seus filhos, e é possível entender porque são muitas noites mal dormidas, paciência para ensinar a ler e escrever, ou até mesmo andar de bicicleta, abdicação dos sonhos para tornar o do filho uma realidade e vários esforços para ver o sorriso no rosto da criança são alguns, dos milhares de motivos, pelos quais os papais merecem todo o amor e respeito dos seus descendentes.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
CRISE MUNDIAL
Populações do mundo inteiro estão sofrendo com a crise mundial
A ciência Econômica parece ser uma disciplina para poucos. Algumas pessoas possuem aversão aos números, regras de três, índices econômicos, estatísticas, tabelas, gráficos e quando se fala em microeconomia ou macroeconomia a nebulosidade é total. Porém, existem àqueles que procuram se aproximar, ou até gostam de ouvir explicações econômicas pelo noticiário.
Realmente nos dias atuais, a preocupação e o cuidado com o dinheiro voltou e redobrado. Ir ao mercado deixou de ser um ato prazeroso para se tornar uma tortura. Nesse final de semana saí às compras, e pude observar o stress dos casais pesquisando, caçando nas prateleiras rótulos nas mercadorias que indicavam promoção. Houve até uma cena engraçada entre duas famílias; as duas chegaram ao mesmo tempo na última caixa de sabão que estava em promoção. E de longe fiquei observando qual seria o final da disputa. "graças a Deus" uma cedeu e a outra terminou levando seu troféu para casa.
Finalmente, cheguei a conclusão que as pessoas sabem o que é economia. A regra é simples: não gastar além do seu orçamento + procurar o mais barato = economia. E, o povo brasileiro que sobreviveu na década de 80 (anos que a inflação galopava, ou voava...), cursou pós-doutorado em economia. Portanto, não precisa o governo tentar enganar o povo, porque todos sabem que o kilo de carne, o óleo, o feijão, o tomate e outros ítens continuam a subir.
A justificativa para esse momento é que o mundo está passando por uma alta de alimentos. Os políticos "globalizados" fazem analíses que o cenário político não está sendo favorável ao plantio de grãos comestíveis; a razão é que todos querem plantar para o biocombustível. E consequentemente, o Brasil irá sofrer como qualquer outro país os efeitos dessa crise.
Segundo o governo Lula, até agora está sendo possível driblar o aumento nos alimentos (na prática é o que não se ver). A aposta é apoiar os pequenos agricultores com incentivos fiscais e liberação de recursos para que aumentem a produção, portanto, é esperar para ver se essa é a melhor política para esse período de crise mundial.
Pelo que parece os EUA não quer pagar o preço para uma economia mais justa e iqualitária. Segundo fontes ligadas a esse país, vão aumentar o subsídio agrícula. Esta medida é péssima para os países em desenvolvimento, porque os EUA são grandes compradores, especialmente dos produtos brasileiros.
O cuidado que o governo brasileiro deve ter é não permitir que a lei da oferta e procura fique além da capacidade de produção de mercado. Não atender essa demanda se torna um problema. Porque virá o aumento dos preços e assim uma crise.
No mundo vigente a cada dia aumenta a procura por combustível, alimentos e aplicação financeira globalizada. A procura por esses produtos aumenta a demanda, e o capital não possui mais residência fixa. Portanto, se o mercado não possui a capacidade de atender esses três pilares da economia do século XXI, a pressão virá e, sem dúvida, no aumento de preços. Os analistas econômicos afirmam que os EUA terá pequeno crescimento, a população mundial continua crescendo e cada vez mais haverá a necessidade de combustível. Ou seja, são fatores que somados trarão consequências terríveis a população mundial.
A ciência Econômica parece ser uma disciplina para poucos. Algumas pessoas possuem aversão aos números, regras de três, índices econômicos, estatísticas, tabelas, gráficos e quando se fala em microeconomia ou macroeconomia a nebulosidade é total. Porém, existem àqueles que procuram se aproximar, ou até gostam de ouvir explicações econômicas pelo noticiário.
Realmente nos dias atuais, a preocupação e o cuidado com o dinheiro voltou e redobrado. Ir ao mercado deixou de ser um ato prazeroso para se tornar uma tortura. Nesse final de semana saí às compras, e pude observar o stress dos casais pesquisando, caçando nas prateleiras rótulos nas mercadorias que indicavam promoção. Houve até uma cena engraçada entre duas famílias; as duas chegaram ao mesmo tempo na última caixa de sabão que estava em promoção. E de longe fiquei observando qual seria o final da disputa. "graças a Deus" uma cedeu e a outra terminou levando seu troféu para casa.
Finalmente, cheguei a conclusão que as pessoas sabem o que é economia. A regra é simples: não gastar além do seu orçamento + procurar o mais barato = economia. E, o povo brasileiro que sobreviveu na década de 80 (anos que a inflação galopava, ou voava...), cursou pós-doutorado em economia. Portanto, não precisa o governo tentar enganar o povo, porque todos sabem que o kilo de carne, o óleo, o feijão, o tomate e outros ítens continuam a subir.
A justificativa para esse momento é que o mundo está passando por uma alta de alimentos. Os políticos "globalizados" fazem analíses que o cenário político não está sendo favorável ao plantio de grãos comestíveis; a razão é que todos querem plantar para o biocombustível. E consequentemente, o Brasil irá sofrer como qualquer outro país os efeitos dessa crise.
Segundo o governo Lula, até agora está sendo possível driblar o aumento nos alimentos (na prática é o que não se ver). A aposta é apoiar os pequenos agricultores com incentivos fiscais e liberação de recursos para que aumentem a produção, portanto, é esperar para ver se essa é a melhor política para esse período de crise mundial.
Pelo que parece os EUA não quer pagar o preço para uma economia mais justa e iqualitária. Segundo fontes ligadas a esse país, vão aumentar o subsídio agrícula. Esta medida é péssima para os países em desenvolvimento, porque os EUA são grandes compradores, especialmente dos produtos brasileiros.
O cuidado que o governo brasileiro deve ter é não permitir que a lei da oferta e procura fique além da capacidade de produção de mercado. Não atender essa demanda se torna um problema. Porque virá o aumento dos preços e assim uma crise.
No mundo vigente a cada dia aumenta a procura por combustível, alimentos e aplicação financeira globalizada. A procura por esses produtos aumenta a demanda, e o capital não possui mais residência fixa. Portanto, se o mercado não possui a capacidade de atender esses três pilares da economia do século XXI, a pressão virá e, sem dúvida, no aumento de preços. Os analistas econômicos afirmam que os EUA terá pequeno crescimento, a população mundial continua crescendo e cada vez mais haverá a necessidade de combustível. Ou seja, são fatores que somados trarão consequências terríveis a população mundial.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
ANIVERSÁRIO DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
Não existe muito a comemorar, os avanços são insignificantes e inexpressivos: é lamentável.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) comemora em Julho 18 anos. Durante esses anos, pode-se constatar um avanço muito lento em relação ao tratamento e o direito das crianças brasileiras. É inevitável não comparar com outros países as questões que abordam esse tema. Nos Países Europeus e EUA o tratamento que se dedica em relação a saúde, educação e alimentação é prioridade. Nesses lugares existem a consciência que para se obter um mundo melhor, é preciso que se cuide das crianças e adolescentes. Eles são o presente e o futuro de um mundo globalizado carente de cuidados com a natureza, com o ser humano e por fim com a própria vida.
Não se pode ser injusto com as melhorias ocorridas nesses 18 anos, mas existe muito o que fazer. Muitos direitos são desrespeitado e cabe a sociedade civil, pais e mães estar atentos e cobrar dos poderes responsáveis pela efetivação e cumprimento do "sagrado" ECA. Os resultados positivos ainda são insignificantes perante o esperado. É claro que falta muita vontade política e dedicação dos governantes, Judiciário e sociedade para que o Brasil possa garantir o que é de direito: proteção integral de 62 milhões brasileirinhos.
O Artigo 4º, da Lei 8.069, criada em 13 de julho de 1990, resume o papel do Estatuto da Criança e do Adolescente."É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária".
A deputada federal, Rita Camata, (PMDB), numa entrevista declarou que "dezoitos anos de vigência é um período muito curto para se obter grandes resultados. Não há dúvida de que, em dezoito anos, muita coisa mudou. Mas, se perguntar se estou satisfeita com a implantação do Estatuto, respondo que não. Não posso estar contente com um quadro em que a criança continua sendo prostituída, continua fora da escola e ainda é submetida a formas cruéis de trabalho infantil, e nem com jovens metidos no mundo das drogas”.
A sociedade brasileira concorda com ela na segunda parte de sua entrevista. Porque é lamentável que crianças continuam sendo exploradas na prostituição e nas drogas, no trabalho infantil, jogadas pelas calçadas, violência, pedofilia e a exploração do trabalho infantil, sem moradia decente, sem escola, sem alimentação, saúde e lazer. -Isso é lamentável!- Em 18 anos é possível construir e fazer muita coisa acontecer. Muitas coisas precisam ser conquistadas e algumas leis necessitam de mudanças para que o ECA torne as crianças e os adolescentes, cidadãos participantes das políticas estabelecidas pelo governo.
A taxa de mortalidade infantil diminuiu 44% entre 1996 e 2006; 98% das crianças em idade escolar estão matriculadas no ensino fundamental. Estes são os avanços mais expressivos. Em 2006, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) apontou que existiam cinco milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalhando no Brasil. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, diz que 5.295 crianças foram vítimas de abuso sexual entre janeiro e abril de 2008.
O Brasil precisa deixar de ser o país da impunidade. É preciso cumprir as leis e punir as pessoas que praticam ações ilegais. Existe a sensação de que a justiça pode ser comprada por quem paga mais. Talvez, esta é uma das razões que explica o não cumprimento do ECA. "Precisamos prevenir os abusos, proteger as vítimas e punir os agressores. Existe o disque 100 onde qualqer pessoa pode denunciar o infrator do Estatuto”, explicou Rita.
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) comemora em Julho 18 anos. Durante esses anos, pode-se constatar um avanço muito lento em relação ao tratamento e o direito das crianças brasileiras. É inevitável não comparar com outros países as questões que abordam esse tema. Nos Países Europeus e EUA o tratamento que se dedica em relação a saúde, educação e alimentação é prioridade. Nesses lugares existem a consciência que para se obter um mundo melhor, é preciso que se cuide das crianças e adolescentes. Eles são o presente e o futuro de um mundo globalizado carente de cuidados com a natureza, com o ser humano e por fim com a própria vida.
Não se pode ser injusto com as melhorias ocorridas nesses 18 anos, mas existe muito o que fazer. Muitos direitos são desrespeitado e cabe a sociedade civil, pais e mães estar atentos e cobrar dos poderes responsáveis pela efetivação e cumprimento do "sagrado" ECA. Os resultados positivos ainda são insignificantes perante o esperado. É claro que falta muita vontade política e dedicação dos governantes, Judiciário e sociedade para que o Brasil possa garantir o que é de direito: proteção integral de 62 milhões brasileirinhos.
O Artigo 4º, da Lei 8.069, criada em 13 de julho de 1990, resume o papel do Estatuto da Criança e do Adolescente."É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária".
A deputada federal, Rita Camata, (PMDB), numa entrevista declarou que "dezoitos anos de vigência é um período muito curto para se obter grandes resultados. Não há dúvida de que, em dezoito anos, muita coisa mudou. Mas, se perguntar se estou satisfeita com a implantação do Estatuto, respondo que não. Não posso estar contente com um quadro em que a criança continua sendo prostituída, continua fora da escola e ainda é submetida a formas cruéis de trabalho infantil, e nem com jovens metidos no mundo das drogas”.
A sociedade brasileira concorda com ela na segunda parte de sua entrevista. Porque é lamentável que crianças continuam sendo exploradas na prostituição e nas drogas, no trabalho infantil, jogadas pelas calçadas, violência, pedofilia e a exploração do trabalho infantil, sem moradia decente, sem escola, sem alimentação, saúde e lazer. -Isso é lamentável!- Em 18 anos é possível construir e fazer muita coisa acontecer. Muitas coisas precisam ser conquistadas e algumas leis necessitam de mudanças para que o ECA torne as crianças e os adolescentes, cidadãos participantes das políticas estabelecidas pelo governo.
A taxa de mortalidade infantil diminuiu 44% entre 1996 e 2006; 98% das crianças em idade escolar estão matriculadas no ensino fundamental. Estes são os avanços mais expressivos. Em 2006, a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) apontou que existiam cinco milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalhando no Brasil. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, diz que 5.295 crianças foram vítimas de abuso sexual entre janeiro e abril de 2008.
O Brasil precisa deixar de ser o país da impunidade. É preciso cumprir as leis e punir as pessoas que praticam ações ilegais. Existe a sensação de que a justiça pode ser comprada por quem paga mais. Talvez, esta é uma das razões que explica o não cumprimento do ECA. "Precisamos prevenir os abusos, proteger as vítimas e punir os agressores. Existe o disque 100 onde qualqer pessoa pode denunciar o infrator do Estatuto”, explicou Rita.
terça-feira, 22 de julho de 2008
FÉRIAS É SINAL DE ALERTA
Durante o período de férias, época mais esperada pela garotada, é necessário todo cuidado. Muitas delas são levadas aos parques, zoológicos, praças, campo de futebool, camping entre outros. Para os pais se torna uma ação prazerosa, porque é muito bom ver os filhos se divertindo após um longo semestre letivo. E, melhor ainda se o filho foi bem nas médias.
Porém, quando o assunto é passeio ou diversão o assunto não é só para garotada. Além, dos cuidados que a família deve ter é necessário orientação e acompanhamento de profissionais qualificados, principalmente quando se trata de clubes. Os índices de acidentes domésticos e de lazer envolvendo crianças de 1 a 14 anos no Brasil é muito alto.
Estatísticas apresentam resultados preocupantes: a cada óbito de uma criança, outras quatro ficam com seqüelas permanentes. Estudos mostram que 90% dos acidentes podem ser evitados com a prevenção, informação, mudança de comportamento, ambiente e na legislação. Por essa razão, que os especialistas orientam que a melhor maneira de evitar acidentes é a prevenção.
Essa situação se agrava no período de férias, porque as crianças ficam mais tempo em casa sozinhas, ou com o acompanhamento dos irmãos mais velhos, ou de pessoas que não estão preparadas para criar brincadeiras e atividades para cada faixa etária.
Segundo o Departamento de Infomática do SUS (DATASUS) os acidentes representam a principal causa de morte de crianças e adolescentes no Brasil. Cerca de 6 mil morrem por ano vitimas do trânsito, afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas e intoxicações.
O que preocupa a Dr. Carmem Pereira é que muitas mortes e acidentes gravíssimos poderiam ser evitados. "Existem informações, pessoas preparadas, educação e orientação para essas causas, mas, a família brasileira precisa acordar para essa questão. Pequenos cuidados e medidas simples resolveriam grande parte do problema”.
Ainda segundo o DATASUS, em 2007, 135.710 crianças e jovens, entre 0 a 14 anos, foram encaminhados para hospitais por conta de acidentes. A queda foi responsável por 55%; queimaduras e trânsito somam 22% e intoxicações 4%.
Porém, quando o assunto é passeio ou diversão o assunto não é só para garotada. Além, dos cuidados que a família deve ter é necessário orientação e acompanhamento de profissionais qualificados, principalmente quando se trata de clubes. Os índices de acidentes domésticos e de lazer envolvendo crianças de 1 a 14 anos no Brasil é muito alto.
Estatísticas apresentam resultados preocupantes: a cada óbito de uma criança, outras quatro ficam com seqüelas permanentes. Estudos mostram que 90% dos acidentes podem ser evitados com a prevenção, informação, mudança de comportamento, ambiente e na legislação. Por essa razão, que os especialistas orientam que a melhor maneira de evitar acidentes é a prevenção.
Essa situação se agrava no período de férias, porque as crianças ficam mais tempo em casa sozinhas, ou com o acompanhamento dos irmãos mais velhos, ou de pessoas que não estão preparadas para criar brincadeiras e atividades para cada faixa etária.
Segundo o Departamento de Infomática do SUS (DATASUS) os acidentes representam a principal causa de morte de crianças e adolescentes no Brasil. Cerca de 6 mil morrem por ano vitimas do trânsito, afogamentos, sufocações, queimaduras, quedas e intoxicações.
O que preocupa a Dr. Carmem Pereira é que muitas mortes e acidentes gravíssimos poderiam ser evitados. "Existem informações, pessoas preparadas, educação e orientação para essas causas, mas, a família brasileira precisa acordar para essa questão. Pequenos cuidados e medidas simples resolveriam grande parte do problema”.
Ainda segundo o DATASUS, em 2007, 135.710 crianças e jovens, entre 0 a 14 anos, foram encaminhados para hospitais por conta de acidentes. A queda foi responsável por 55%; queimaduras e trânsito somam 22% e intoxicações 4%.
terça-feira, 15 de julho de 2008
A LEI SECA
Diante de tantos choros, lamentações e tristezas alguma medida drástica tinha que ser tomada: chegou a hora
O brasileiro tem acompanhado nas últimas semanas,pela mídia, o trabalho da Polícia em todo território nacional. Esta abordagem tem a função de descobrir quais são os condutores que estão bebendo algum tipo de bebida antes de pegar no volante. Devido a frequência de acidentes gravíssimos, alguns fatais e outros que deixam sequelas o Governo tomou uma decisão radical: O condutor veicular que for pego dirigindo bêbado será preso. Esta é a: "Lei Seca".
"Estava na Marginal Tietê, quando vi um carro na zigue-zague. O motorista estava embriagado, e claro terminou batendo na traseira de outro veículo".Relata o motorista de caminhão, José Arceno da Silva. Aliás, quem nunca presenciou um motorista dirigindo embriagado? E, nos últimos anos com o crescente consumo de bebidas alcóolicas essa cena tornou-se comum no Brasil. O índice de adolescentes, jovens e pessoas idosas envolvidas em acidentes aumenta cada vez mais nas estatísticas hospitalar e de Boletim de Ocorrência.
Algumas pessoas estão aprovando a "Lei Seca", outras constestam. Mas, cabe lembrar que Lei é para todos. Ninguém pode ser melhor que o outro. Claro, que todos tem o direito de se manifestar, até porque o regime é democrático. Porém, as estatísticas apresentadas pelo Governo testificam que está funcionando. Nos últimos levantamentos foi demonstrado que caiu o índice de acidentes em todo território nacional; e aumentou o número de pessoas presas por não respeitar essa lei.
Se existe uma soma que o resultado é negativo para todos (governo e família) é esta: “direção + álcool”. Porque, geralmente, termina em gastos altíssimos para os cofres públicos e em perdas, ou tristezas para as famílias.Mas, acredita-se que está próximo de um fim favorável para todos. A Lei Seca que entrou em vigor no dia 20 de junho, procura proibir pessoas que insistem em dirijem sob a influência do álcool.
A questão jurídica que envolve essa lei, é a recusa do uso do bafômetro nas operações policiais. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresenta que 30% dos motoristas reprovam o uso do bafômetro nas operações da polícia – que a considera abusiva e completamente radical.
A Jornalista, Marizet Fonseca de Lima, diz "o Governo Federal foi ditador, foi radical. Todos tem o direito de ir e vir. A constituição brasileira me garante esse direito", Conclui. Antônio Medeiros, 25, “Não sou a favor, tenho o bom costume de beber com meus amigos, e agora tenho que ficar medindo meu limite de consumo".
Estudos revelam que um copo de cerveja já é o suficiente para alterar o reflexo de qualquer motorista. E na mulher o efeito do álcool é mais agravante. Então, não tem dessa: "bebo sim, e vou bebendo e dirigindo". Chegou a hora da consicência e da responsabilidade. Não se pode colocar a vida de outras pessoas em risco. O automóvel pode ser transformado numa arma que destroça a vida, mutila orgãos, arrasam emocionalmente famílias inteiras. E, geralmente quem bebe não assume que coloca a sua vida e a de outras pessoas em risco. Esse tipo de comportamento esta cada vez mais comum em todas as faixas etárias. A falsa auto-confiança é uma das características da personalidade que o álcool propicia ao usuário. Por essa razão,a coragem é um dos fatores que levam os motoristas a dirigirem embriagados. E o resultado foi drástico: "17 mil pessoas morreram em 2007" segundo dados do Ministério da Saúde.
Uma das soluções aos que não podem ficar sem um "copo" é ir de taxi, ou escolher um amigo que não bebe para levá-lo de volta. São medidas simples que resolvem. A sociedade espera que esta lei venha conscientizar as pessoas e que o Governo compre mais bafômetro e distribua por todas as estradas brasileiras. E, principalmente que a fiscalização continue. Alguns motoristas afirmam que não irão criar provas contra si próprio. Ou seja, para esses ao utilizarem o bafômetro, estão confessando sua culpa; e que essa atitude fere o princípio constitucional. A legislação prevê que diante da recusa, todas as penalidades devem ser adotadas.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), entrou com uma ação declaratória de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo: a diminuição do faturamento nos bares e o valor da multa, que é desproporcional ao delito. Cabe lembrar que o povo brasileiro é criativíssimo, e poderá descobrir soluções favoráveis sem perder seus lucros. Em vez de ir contra a lei, a Abrasel deve buscar alternativas, soluções mais inteligentes. Dessa forma, até a sua imagem ficará melhor perante todos.
Contudo, alguma medida teria que ser tomada. Não se poderia continuar ter tendo acidentes como outrora. Espera-se que a Lei Seca continue por muitos e muitos anos.
O brasileiro tem acompanhado nas últimas semanas,pela mídia, o trabalho da Polícia em todo território nacional. Esta abordagem tem a função de descobrir quais são os condutores que estão bebendo algum tipo de bebida antes de pegar no volante. Devido a frequência de acidentes gravíssimos, alguns fatais e outros que deixam sequelas o Governo tomou uma decisão radical: O condutor veicular que for pego dirigindo bêbado será preso. Esta é a: "Lei Seca".
"Estava na Marginal Tietê, quando vi um carro na zigue-zague. O motorista estava embriagado, e claro terminou batendo na traseira de outro veículo".Relata o motorista de caminhão, José Arceno da Silva. Aliás, quem nunca presenciou um motorista dirigindo embriagado? E, nos últimos anos com o crescente consumo de bebidas alcóolicas essa cena tornou-se comum no Brasil. O índice de adolescentes, jovens e pessoas idosas envolvidas em acidentes aumenta cada vez mais nas estatísticas hospitalar e de Boletim de Ocorrência.
Algumas pessoas estão aprovando a "Lei Seca", outras constestam. Mas, cabe lembrar que Lei é para todos. Ninguém pode ser melhor que o outro. Claro, que todos tem o direito de se manifestar, até porque o regime é democrático. Porém, as estatísticas apresentadas pelo Governo testificam que está funcionando. Nos últimos levantamentos foi demonstrado que caiu o índice de acidentes em todo território nacional; e aumentou o número de pessoas presas por não respeitar essa lei.
Se existe uma soma que o resultado é negativo para todos (governo e família) é esta: “direção + álcool”. Porque, geralmente, termina em gastos altíssimos para os cofres públicos e em perdas, ou tristezas para as famílias.Mas, acredita-se que está próximo de um fim favorável para todos. A Lei Seca que entrou em vigor no dia 20 de junho, procura proibir pessoas que insistem em dirijem sob a influência do álcool.
A questão jurídica que envolve essa lei, é a recusa do uso do bafômetro nas operações policiais. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo apresenta que 30% dos motoristas reprovam o uso do bafômetro nas operações da polícia – que a considera abusiva e completamente radical.
A Jornalista, Marizet Fonseca de Lima, diz "o Governo Federal foi ditador, foi radical. Todos tem o direito de ir e vir. A constituição brasileira me garante esse direito", Conclui. Antônio Medeiros, 25, “Não sou a favor, tenho o bom costume de beber com meus amigos, e agora tenho que ficar medindo meu limite de consumo".
Estudos revelam que um copo de cerveja já é o suficiente para alterar o reflexo de qualquer motorista. E na mulher o efeito do álcool é mais agravante. Então, não tem dessa: "bebo sim, e vou bebendo e dirigindo". Chegou a hora da consicência e da responsabilidade. Não se pode colocar a vida de outras pessoas em risco. O automóvel pode ser transformado numa arma que destroça a vida, mutila orgãos, arrasam emocionalmente famílias inteiras. E, geralmente quem bebe não assume que coloca a sua vida e a de outras pessoas em risco. Esse tipo de comportamento esta cada vez mais comum em todas as faixas etárias. A falsa auto-confiança é uma das características da personalidade que o álcool propicia ao usuário. Por essa razão,a coragem é um dos fatores que levam os motoristas a dirigirem embriagados. E o resultado foi drástico: "17 mil pessoas morreram em 2007" segundo dados do Ministério da Saúde.
Uma das soluções aos que não podem ficar sem um "copo" é ir de taxi, ou escolher um amigo que não bebe para levá-lo de volta. São medidas simples que resolvem. A sociedade espera que esta lei venha conscientizar as pessoas e que o Governo compre mais bafômetro e distribua por todas as estradas brasileiras. E, principalmente que a fiscalização continue. Alguns motoristas afirmam que não irão criar provas contra si próprio. Ou seja, para esses ao utilizarem o bafômetro, estão confessando sua culpa; e que essa atitude fere o princípio constitucional. A legislação prevê que diante da recusa, todas as penalidades devem ser adotadas.
A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), entrou com uma ação declaratória de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O motivo: a diminuição do faturamento nos bares e o valor da multa, que é desproporcional ao delito. Cabe lembrar que o povo brasileiro é criativíssimo, e poderá descobrir soluções favoráveis sem perder seus lucros. Em vez de ir contra a lei, a Abrasel deve buscar alternativas, soluções mais inteligentes. Dessa forma, até a sua imagem ficará melhor perante todos.
Contudo, alguma medida teria que ser tomada. Não se poderia continuar ter tendo acidentes como outrora. Espera-se que a Lei Seca continue por muitos e muitos anos.
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